Redação Exame
Publicado em 26 de dezembro de 2025 às 10h38.
Empresas americanas alegam que a China segue restringindo o fornecimento de terras raras mesmo após o acordo firmado em outubro entre o presidente Donald Trump e o líder chinês Xi Jinping para suspender as restrições.
Consumidores, produtores, autoridades e especialistas ouvidos pela Bloomberg afirmam que Pequim ampliou o envio de produtos acabados, sobretudo ímãs permanentes, mas continua limitando o acesso americano às matérias-primas essenciais para a fabricação doméstica.
A redução no comércio evidencia tensões persistentes na relação bilateral após o acordo anunciado em 30 de outubro, na Coreia do Sul, quando Washington reduziu tarifas e a China se comprometeu a normalizar o fornecimento. Na época, Trump declarou que as restrições chinesas haviam sido, na prática, removidas.
Dados alfandegários chineses mostram que as exportações de ímãs para os EUA caíram 11% em novembro ante outubro, embora sigam acima dos níveis registrados no auge das restrições, em abril. No geral, as exportações chinesas de terras-raras e produtos relacionados avançaram 13% no mês, segundo cálculos da Bloomberg com base em dados oficiais.
O Ministério do Comércio da China afirmou que oscilações mensais são normais e reiterou o compromisso com a estabilidade das cadeias globais.
Representantes do setor nos EUA afirmam que, na prática, empresas americanas continuam sem acesso a metais e óxidos críticos, o que mantém a dependência global da China. Fora do país asiático, a capacidade de produção de ímãs não é acompanhada por oferta equivalente de minerais.
O impasse persiste apesar de avanços para empresas europeias e da existência de acordos temporários. Com o vencimento iminente de licenças de exportação concedidas por seis meses, cresce o temor de atrasos ou novos entraves, elevando a incerteza para companhias americanas dependentes dessas matérias-primas.
*Com informações do Globo