Mundo

Seguranças de Maduro foram mortos em ataque dos EUA, diz exército da Venezuela

O militar disse ainda que Nicolás Maduro é o presidente constitucional do país e exigiu sua "libertação rápida" junto com a primeira-dama, Cilia Flores, que também foi capturada pelos Estados Unidos

André Martins
André Martins

Repórter de Brasil e Economia

Publicado em 4 de janeiro de 2026 às 15h11.

As Forças Armadas Nacionais Bolivarianas (FANB) afirmaram neste domingo, 4, que presidente venezuelano Nicolás Maduro foi vítima de um "sequestro covarde" e que parte da equipe de segurança do líder chavista foi morta "a sangue frio" durante a ação dos Estados Unidos. 

Em comunicado transmitido no canal estatal Venezolana de Televisión (VTV), o ministro da Defesa Vladimir Padrino López afirmou que o alto comando militar está "unido, coeso, diante da agressão imperial", ao descrever os ataques americanos de sábado em Caracas.

O militar disse ainda que Nicolás Maduro é o presidente constitucional do país e exigiu sua "libertação rápida" junto com a primeira-dama, Cilia Flores, que também foi capturada pelos Estados Unidos.

"O presidente Nicolás Maduro é o líder constitucional autêntico e genuíno de todos os venezuelanos", afirmou. 

Maduro foi capturado pelos Estados Unidos e está preso no Centro de Detenção Metropolitano (MDC, na sigla em inglês), em Nova York, no bairro do Brooklyn. O líder chavista é acusado de quatro crimes e será julgado por um tribunal americano.

Crimes atribuídos a Maduro pelos EUA

  • Conspiração para narcoterrorismo
  • Conspiração para importação de cocaína
  • Posse de metralhadoras e dispositivos explosivos
  • Conspiração para posse de metralhadoras e dispositivos explosivos contra os EUA.

Exército reconhece vice como presidente

No comunicado, os militares afirmaram que reconheceram Delcy Rodríguez, vice-presidente de Maduro, como presidente responsável pelo país.

Padrino pediu ainda para que a população retome suas atividades econômicas, laborais e educacionais nos próximos dias.

"O Governo Bolivariano garantirá a governabilidade do país e nossa instituição continuará a usar todas as suas capacidades disponíveis para defesa militar, manutenção da ordem interna e preservação da paz", afirmou.

Padrino também ordenou que "integrassem os elementos do poder nacional" para "enfrentar a agressão imperial, formando um bloco único de combate" para garantir a soberania da Venezuela.

Acompanhe tudo sobre:Nicolás MaduroEstados Unidos (EUA)Venezuela

Mais de Mundo

Vice de Milei chama ingleses de 'piratas' antes de duelo entre Argentina e Inglaterra

Austrália cria regras para IA com limites a energia, água e direitos autorais

Ebola na África: surto no Congo chega a 2 mil casos e 754 mortes

França x Espanha: 160 são presos após tumultos por derrota francesa