Repórter de Brasil e Economia
Publicado em 4 de janeiro de 2026 às 15h11.
As Forças Armadas Nacionais Bolivarianas (FANB) afirmaram neste domingo, 4, que presidente venezuelano Nicolás Maduro foi vítima de um "sequestro covarde" e que parte da equipe de segurança do líder chavista foi morta "a sangue frio" durante a ação dos Estados Unidos.
Em comunicado transmitido no canal estatal Venezolana de Televisión (VTV), o ministro da Defesa Vladimir Padrino López afirmou que o alto comando militar está "unido, coeso, diante da agressão imperial", ao descrever os ataques americanos de sábado em Caracas.
O militar disse ainda que Nicolás Maduro é o presidente constitucional do país e exigiu sua "libertação rápida" junto com a primeira-dama, Cilia Flores, que também foi capturada pelos Estados Unidos.
"O presidente Nicolás Maduro é o líder constitucional autêntico e genuíno de todos os venezuelanos", afirmou.
Maduro foi capturado pelos Estados Unidos e está preso no Centro de Detenção Metropolitano (MDC, na sigla em inglês), em Nova York, no bairro do Brooklyn. O líder chavista é acusado de quatro crimes e será julgado por um tribunal americano.
No comunicado, os militares afirmaram que reconheceram Delcy Rodríguez, vice-presidente de Maduro, como presidente responsável pelo país.
Padrino pediu ainda para que a população retome suas atividades econômicas, laborais e educacionais nos próximos dias.
"O Governo Bolivariano garantirá a governabilidade do país e nossa instituição continuará a usar todas as suas capacidades disponíveis para defesa militar, manutenção da ordem interna e preservação da paz", afirmou.
Padrino também ordenou que "integrassem os elementos do poder nacional" para "enfrentar a agressão imperial, formando um bloco único de combate" para garantir a soberania da Venezuela.