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Rússia e Ucrânia trocam 350 prisioneiros antes de trégua de Páscoa

Acordo mediado pelos Emirados Árabes Unidos envolveu 175 prisioneiros de cada lado

Rússia e Ucrânia realizam troca de 350 prisioneiros de guerra (EPA/RUSSIAN DEFENCE MINISTRY PRESS S)

Rússia e Ucrânia realizam troca de 350 prisioneiros de guerra (EPA/RUSSIAN DEFENCE MINISTRY PRESS S)

Publicado em 11 de abril de 2026 às 10h40.

Rússia e Ucrânia anunciaram neste sábado, 11, a troca de 350 prisioneiros de guerra - 175 de cada lado - com mediação dos Emirados Árabes Unidos. O anúncio foi feito quase simultaneamente pelo Ministério da Defesa russo e pelo presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, horas antes do início da trégua prevista para a Páscoa ortodoxa.

"Nossos soldados estão retornando para casa. 175 militares. Soldados das Forças Armadas, guardas nacionais, guardas de fronteira. Soldados rasos, sargentos e oficiais. E sete civis", escreveu Zelensky em suas redes sociais.

Segundo Moscou, os militares russos libertados foram levados para Belarus, onde recebem assistência médica e psicológica, como em trocas anteriores. A Rússia informou ainda que Kiev devolveu sete civis da região de Kursk, área fronteiriça russa que chegou a ser parcialmente ocupada por forças ucranianas, e agradeceu às autoridades dos Emirados Árabes Unidos pelos "esforços humanitários" para viabilizar a troca.

De acordo com Zelensky, os militares ucranianos libertados foram capturados em diferentes regiões do conflito, incluindo Mariupol, a usina nuclear de Chernobyl, além de áreas como Donetsk, Lugansk, Kharkiv, Kherson, Zaporizhzhya, Sumy, Kiev e também na região russa de Kursk.

"Entre eles há feridos. A maioria estava em cativeiro desde 2022. E agora, finalmente, em casa", afirmou.

O presidente também destacou a atuação de unidades ucranianas na captura de soldados russos, o que amplia as possibilidades de futuras trocas, e reiterou o objetivo de recuperar todos os ucranianos mantidos na Rússia.

Antes do anúncio, Zelensky havia reafirmado o compromisso da Ucrânia com a trégua da Páscoa ortodoxa, com início previsto para as próximas horas, e alertado para uma resposta "simétrica" em caso de violação do cessar-fogo. Ele também indicou que Kiev está disposta a estender a trégua além dos dois dias previstos.

Moscou, no entanto, rejeitou a possibilidade na sexta-feira, afirmando que a medida tem caráter temporário e humanitário, restrito à celebração religiosa. Na quinta-feira, o Kremlin anunciou unilateralmente "um cessar-fogo a partir de 16h (10h de Brasília) de 11 de abril até o final de 12 de abril de 2026", sem consultas prévias com os Estados Unidos ou a Ucrânia, ao qual Kiev aderiu imediatamente.

Na sexta-feira, as duas partes também relataram a troca de corpos de soldados mortos: cerca de mil ucranianos por 41 russos. Segundo o texto, desde acordos estabelecidos no ano passado em Istambul, Moscou teria entregue aproximadamente 10 mil corpos de ucranianos mortos em combate e recebido cerca de 200.

Essa diferença é atribuída ao avanço russo no front, que dificulta o acesso das forças ucranianas às áreas de combate para recuperar seus mortos.

*Com informações da EFE

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