Mundo

PSDB paulista endurece regras para barrar infidelidade

Partido teme a investida da nova legenda de Gilberto Kassab, o PSD, para conseguir apoio entre os tucanos

A cúpula do PSDB alinhada ao governador Geraldo Alckmin quer evitar que filiados apoiem um candidato que não seja o do partido (Milton Michida/Governo de SP)

A cúpula do PSDB alinhada ao governador Geraldo Alckmin quer evitar que filiados apoiem um candidato que não seja o do partido (Milton Michida/Governo de SP)

DR

Da Redação

Publicado em 11 de outubro de 2011 às 10h52.

São Paulo - Com o temor da investida do PSD junto aos tucanos, o PSDB paulista editou resolução para coibir a infidelidade partidária e decidiu criar regras mais duras a fim de proibir que os integrantes da legenda apoiem candidatos adversários nas eleições de 2012.

Com as novas resoluções, propostas pela cúpula do partido, alinhada ao governador Geraldo Alckmin, o PSDB quer evitar que filiados, inclusive os que ainda continuam na gestão do prefeito Gilberto Kassab (PSD), apoiem um candidato que não seja o do partido. O objetivo é evitar um racha como o de 2008, quando setores do partido apoiaram a reeleição de Kassab contra a do próprio Alckmin, candidato tucano que acabou derrotado.

A primeira regra, a resolução de número 3/2011, aprovada por aclamação há dez dias em reunião do diretório estadual, determina aos diretórios municipais que entrem com "ação com a finalidade de retomar o mandato daqueles que se desfiliarem sem justa causa".

O documento também cita a resolução n.° 22.610/2007 do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), sobre fidelidade partidária, que dispõe que o mandato eletivo pertence ao partido e que, não existindo justa causa, a legenda pode ingressar com ação na Justiça para retomar o mandato.

Outra diretriz, que está em fase de formatação, será encaminhada na próxima reunião do diretório, ainda sem data definida. Ela será criada com base em resolução proposta na eleição de 2008. A regra reafirmará que todos os filiados do PSDB devem apoiar na eleição o candidato definido em convenção pelo partido, sob risco de serem submetidos ao Conselho de Ética da legenda.

Essa resolução pode dificultar o apoio de setores do partido ao candidato de Kassab. O prefeito, no entanto, diz querer o apoio do PSDB em 2012 em troca de uma aliança para reeleger Alckmin em 2014, com Kassab a vice ou concorrendo ao Senado.

O prefeito busca o apoio dos tucanos para lançar como candidato o vice-governador Guilherme Afif Domingos, que diz não ter interesse na disputa municipal, ou o ex-presidente do Banco Central, Henrique Meirelles.

Ocorre que setores do PSDB próximos a Alckmin veem com desconfiança a articulação, que é bem-vista pelo núcleo ligado a José Serra. Acham que o governador tem de ter um candidato próprio na disputa e dizem não confiar nas intenções de Kassab.

As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

Acompanhe tudo sobre:EleiçõesGeraldo AlckminGovernadoresOposição políticaPartidos políticosPolíticaPolítica no BrasilPolíticosPolíticos brasileirosPSD – Partido Social DemocráticoPSDB

Mais de Mundo

Chanceler israelense ameaça Hezbollah libanês com 'guerra total'

Alemanha alerta risco de ataques terroristas semelhantes ao de Moscou

Sob críticas da Otan, Putin desembarca na Coreia do Norte para estreitar parceria 'estratégica'

Milei perde apoio em 18 de 24 municípios da Grande Buenos Aires, mostra pesquisa

Mais na Exame