Passaporte: ranking Henley Passport Index avalia mobilidade global de cidadãos de quase 200 países.
Redação Exame
Publicado em 15 de janeiro de 2026 às 10h32.
Os passaportes mais poderosos do mundo foram divulgados pela consultoria Henley & Partners, responsável pelo Henley Passport Index, ranking que mede o grau de liberdade de viagem de cidadãos ao redor do planeta.
O levantamento compara documentos de quase 200 países com base no número de destinos que podem ser acessados sem visto prévio.
O índice é considerado a principal referência global sobre mobilidade internacional e usa dados da Associação Internacional de Transporte Aéreo (IATA), além de pesquisas próprias da consultoria.
Um passaporte é classificado como poderoso quando garante acesso facilitado a um grande número de países, seja por entrada totalmente livre de visto, visto emitido na chegada ou autorização eletrônica simples (ETA). Cada destino acessível sem burocracia prévia soma um ponto ao documento.
Na metodologia do ranking, não entram critérios políticos ou econômicos diretos, como tamanho da economia ou força militar. O foco está exclusivamente na mobilidade real do cidadão comum.
Segundo a Henley, a posição de um passaporte reflete uma combinação de fatores, como:
Países com histórico de conflitos, crises humanitárias ou instabilidade tendem a aparecer nas últimas posições do ranking, com cidadãos enfrentando exigência de visto para a maioria dos destinos.
Na prática, um passaporte mais poderoso significa menos custos, menos tempo de planejamento e menos barreiras burocráticas para viagens internacionais, além de facilitar deslocamentos para turismo, negócios, estudos e conexões profissionais.
Por outro lado, passaportes menos bem colocados restringem a mobilidade, exigindo processos longos e caros de solicitação de vistos — um fator que afeta diretamente oportunidades econômicas e pessoais.