Mundo

Netanyahu divulga seu contracheque pelo Facebook

A divulgação ocorre num momento em que autoridades e parlamentares pleiteiam um aumento salarial

O primeiro-ministro de Israel, Benajmin Netanyahu (Getty Images)

O primeiro-ministro de Israel, Benajmin Netanyahu (Getty Images)

DR

Da Redação

Publicado em 10 de janeiro de 2011 às 19h52.

Jerusalém  - O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, surpreendeu nesta segunda-feira seus "amigos" do Facebook ao divulgar uma cópia do seu contracheque, revelando um salário líquido de apenas 15 mil shekels (4.200 dólares) por mês.

A divulgação ocorre num momento em que autoridades e parlamentares pleiteiam um aumento salarial. Netanyahu disse que decidiu mostrar seu contracheque atendendo pedidos do público, para manter uma "total transparência" sobre seus ganhos.

Vários analistas disseram que se tratou de um golpe publicitário do premiê, mas zombaram da "pobreza" dele em relação a outros líderes mundiais -- como o primeiro-ministro de Cingapura, Lee Hsieng Loong, governante mais bem pago do mundo, com 2,8 milhões de dólares por ano, segundo um ranking divulgado no ano passado pela revista The Economist.

O salário bruto citado no contracheque de Netanyahu em dezembro foi de 44 mil shekels, mas o valor cai bastante depois do desconto de impostos, seguro-saúde e previdência social. Além disso, Netanyahu tem também uma dedução de 11.590 shekels por causa do seu carro blindado.

"Parece que o primeiro-ministro, como muitos empregados, fica surpreso ao abrir seu contracheque no final do mês", brincou o repórter Chico Menashe, do Canal 10.

Mas vários comentaristas lembraram que gastos pessoais cobertos pelo governo não aparecem no contracheque.

Acompanhe tudo sobre:PolíticaIsraelReajustes salariais

Mais de Mundo

Em visita à China, Trump e Xi negociam cortes de tarifas sobre US$ 30 bilhões em importações

Putin diz que Rússia vai ampliar arsenal nuclear para superar escudos antimísseis

Trump chega a Pequim e deve pressionar Xi por abertura do mercado chinês

União Europeia amplia importações de GNL russo e volume sobe ao maior nível desde 2022