Repórter
Publicado em 8 de janeiro de 2026 às 15h35.
Última atualização em 8 de janeiro de 2026 às 15h51.
O presidente da França, Emmanuel Macron, declarou nesta quinta-feira, 8 de janeiro, que o país se posicionará contra o tratado de livre comércio entre a União Europeia e o Mercosul, justificando a decisão com base em uma “rejeição política unânime”.
Segundo comunicado oficial, Macron reconheceu que houve “avanços inegáveis” nas negociações, os quais atribuiu à Comissão Europeia. No entanto, ressaltou que “a rejeição política unânime do acordo deve ser considerada”, mencionando como evidência os debates recentes ocorridos tanto na Assembleia Nacional quanto no Senado francês.
"A fase de assinatura do acordo não é o fim da história. Continuarei lutando pela implementação plena e concreta dos compromissos assumidos pela Comissão Europeia e para proteger nossos agricultores", declarou Macron.
A presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, tem viagem prevista à América do Sul para participar da cerimônia de assinatura oficial do acordo com o Mercosul, agendada para a próxima segunda-feira, 12, no Paraguai.
A declaração de Emmanuel Macron, no entanto, não reduziu a insatisfação dos agricultores franceses, que se opõem ao tratado. Nesta quinta-feira, 8, manifestantes utilizaram tratores para bloquear áreas próximas a marcos emblemáticos de Paris, como o Arco do Triunfo e a Torre Eiffel.
A posição adotada por Emmanuel Macron consolida a França como o principal ponto de oposição ao andamento do acordo entre a União Europeia e o Mercosul.
Além do governo francês, outros países do bloco, como Irlanda, Hungria e Polônia, também demonstram resistência. A Itália, por sua vez, ainda não definiu sua posição e é vista como um ator chave para o desfecho das negociações.
(Com informações da AFP)