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Lula e OMS pressionam G7 para concluir tratado global de pandemias

Impasse sobre distribuição de benefícios impede entrada em vigor do tratado internacional aprovado pela OMS em 2025

Publicado em 15 de junho de 2026 às 10h55.

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o diretor-geral da Organização Mundial da Saúde (OMS), Tedros Adhanom Ghebreyesus, cobraram nesta segunda-feira, 15, que os líderes do G7 reúnam vontade política para concluir o tratado internacional voltado à prevenção e resposta a futuras pandemias.

Em comunicado conjunto divulgado durante a cúpula do G7, em Évian-les-Bains, os dois defenderam que os países cheguem a um consenso sobre um dos principais pontos ainda pendentes do acordo: o mecanismo de acesso a patógenos e repartição de benefícios.

Segundo Lula e Tedros, os negociadores precisam chegar à próxima rodada de conversas, marcada para julho, preparados para finalizar o texto.

O tratado foi aprovado no ano passado, mas ainda não pode entrar em vigor porque faltam definições sobre como serão compartilhados patógenos com potencial pandêmico e distribuídos benefícios como vacinas, testes e tratamentos.

Impasse envolve distribuição de vacinas e tratamentos

O principal desafio das negociações é definir como os benefícios serão distribuídos entre os países, de que forma o sistema será administrado e quais mecanismos garantirão acesso equitativo a medicamentos e imunizantes.

Os negociadores dos Estados-membros da OMS voltarão a se reunir entre 6 e 17 de julho para tentar concluir o anexo pendente.

No comunicado, Lula e Tedros afirmaram que o mundo precisa concluir o trabalho iniciado após a pandemia de covid-19 e evitar a repetição dos problemas observados durante a crise sanitária.

Os dois lembraram que a OMS estima até 20 milhões de mortes associadas à covid-19 e destacaram que o Fundo Monetário Internacional calcula perdas superiores a US$ 13 trilhões provocadas pela pandemia.

Lula e o diretor-geral da OMS também citaram estudos que apontam cerca de 25% de chance de uma nova pandemia ocorrer na próxima década.

Para eles, garantir que países que compartilham informações sobre novos patógenos tenham acesso aos tratamentos resultantes não é uma questão de caridade, mas de estratégia global.

"Um vírus que é deixado para se espalhar em qualquer lugar acabará, com o tempo, afetando todo o mundo", afirmaram.

*Com AFP

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