Japão desenvolverá usinas térmicas de última geração

Plano tem objetivo de reduzir emissões de efeito estufa em 26% até 2030 em relação aos níveis de 2013

Tóquio - O Japão acelerará o desenvolvimento de tecnologias de última geração para usinas termoelétricas, das quais depende enormemente após o acidente de Fukushima, como parte de seus esforços para reduzir suas emissões poluentes, informou nesta terça-feira o governo.

O ministro da Indústria, Yoichi Miyazawa, explicou em entrevista coletiva que o Executivo criará um comitê para fomentar o uso e desenvolvimento de tecnologias avançadas e que respeitem o meio ambiente, e para endurecer leis para este tipo de instalações que se alimentam de carvão e petróleo para gerar eletricidade.

"Trata-se de acelerar o desenvolvimento de tecnologia para conseguir uma maior eficiência na geração termoelétrica", disse Miyazawa em declarações publicadas pela agência "Kyodo".

O comitê, formado por representantes do Ministério, fabricantes do setor e acadêmicos, terá um roteiro pronto em julho.

Apesar de a comunidade internacional estar buscando maneiras de diminuir o uso deste tipo de usina elétrica, o Japão planeja aumentar sua dependência delas devido à incerteza sobre o peso que terá nos próximos anos a energia nuclear no país após o acidente de Fukushima de 2011.

O próprio plano energético a longo prazo estabelecido pelo governo japonês estima que a geração de energia com o uso de carvão vai representar 26% do mix energético do país no ano de 2030, acima dos 24% antes do desastre nuclear.

No entanto, como expôs o primeiro-ministro do Japão na recém realizada cúpula de líderes do Grupo dos Sete (G7), o plano inclui por sua vez o objetivo de reduzir emissões de efeito estufa em 26% até 2030 em relação aos níveis de 2013.

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