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Receita Federal emite primeiro CNPJ alfanumérico do país

Emissão dos novos registros será gradual ao longo de 2026, começando com poucas empresas nesta fase inicial

Receita Federal emite primeiro CNPJ alfanumérico do país para filial do Banco do Brasil (Marcelo Camargo/Agência Brasil)

Receita Federal emite primeiro CNPJ alfanumérico do país para filial do Banco do Brasil (Marcelo Camargo/Agência Brasil)

Yasmim Faria
Yasmim Faria

Colaboradora

Publicado em 1 de agosto de 2026 às 11h54.

O Brasil já tem, oficialmente, seu primeiro CNPJ alfanumérico. Nesta sexta-feira, 31, a Receita Federal passou a operar com o novo modelo de identificação cadastral, e a primeira inscrição emitida nesse formato pertence a uma filial do Banco do Brasil S.A., registrada sob o número 00.000.000/E08G-12.

A mudança

A adoção de letras na composição do CNPJ tem como objetivo garantir a sustentabilidade do cadastro no longo prazo, aumentando a capacidade de geração de novas inscrições.

A medida prepara o sistema para a expansão da atividade econômica no país e para as mudanças trazidas pela Reforma Tributária do Consumo.

O que muda para os contribuintes

Empresas já registradas não precisam se preocupar: seus CNPJs numéricos continuam válidos e não serão substituídos, sem qualquer alteração em direitos, obrigações ou situação cadastral. A mudança vale apenas para novas inscrições, que a partir de agora podem receber códigos com letras e números combinados.

Isso não significa, porém, o fim imediato dos CNPJs totalmente numéricos: como o limite de combinações nesse formato ainda não se esgotou, novas empresas também poderão continuar recebendo registros só com números.

Alerta para empresas

A Receita Federal recomenda que empresas, órgãos públicos, instituições financeiras e desenvolvedores de software verifiquem se seus sistemas estão preparados para lidar com os novos códigos alfanuméricos. Entre os pontos que merecem revisão estão:

  • Cadastros de clientes, fornecedores e parceiros
  • Sistemas de emissão e recepção de documentos fiscais
  • ERPs, softwares contábeis e soluções de faturamento
  • Aplicações de controle de acesso e cadastro
  • Integrações entre sistemas e bases de dados
  • Regras de validação que hoje aceitam apenas números

Segundo o órgão, a falta dessas adequações pode gerar falhas no cadastramento de novas empresas, problemas de integração entre sistemas e rejeições em processos que usam o CNPJ como identificador.

Transição gradual

A Receita Federal afirma que vem atuando de forma coordenada com órgãos públicos, entidades representativas e fornecedores de tecnologia para viabilizar a mudança. A emissão dos novos CNPJs alfanuméricos será gradual ao longo de 2026, começando com poucas empresas nesta fase inicial.

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