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Israel diz ter matado chefe do Hezbollah em bombardeio em Beirute

Haytham Ali Tabatabai era chefe do Estado-Maior do grupo libanês; ao menos outras quatro pessoas morreram no ataque

Área residencial de Beirute atacada por Israel neste domingo, 23 de novembro (Ibrahim Amro/AFP)

Área residencial de Beirute atacada por Israel neste domingo, 23 de novembro (Ibrahim Amro/AFP)

Publicado em 23 de novembro de 2025 às 16h11.

Última atualização em 23 de novembro de 2025 às 17h17.

O Exército de Israel anunciou neste domingo, 23, o assassinato do chefe do Estado-Maior do Hezbollah, Haytham Ali Tabatabai, em um bombardeio contra os subúrbios de Beirute no qual, segundo fontes médicas libanesas, morreram pelo menos outras quatro pessoas e 28 mais ficaram feridas.

"Hoje, 23 de novembro de 2025, as Forças de Defesa de Israel, sob a direção da Inteligência, atacaram na zona de Beirute e eliminaram o terrorista Haytham Ali Tabatabai, chefe do Estado-Maior do Hezbollah", afirmou um comunicado militar.

Segundo o Exército, Tabatabai uniu-se ao Hezbollah nos anos 1980 e, desde então, em diferentes etapas, havia dirigido sua unidade de elite Radwan, assim como as operações da organização na Síria.

Somente após o fim da ofensiva israelense contra o Líbano e o cessar-fogo que em quatro dias completa um ano, Tabatabai foi nomeado chefe do Estado-Maior.

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Ordem de Netanyahu

O primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, foi quem ordenou o ataque por recomendação do ministro da Defesa, Israel Katz, e do chefe do Estado-Maior, Eyal Zamir.

"Israel está decidido a agir para alcançar seus objetivos em qualquer lugar e em qualquer momento", advertiu o premiê, segundo um comunicado de seu escritório.

Após o ataque, o primeiro-ministro do Líbano, Nawaf Salam, afirmou que proteger o povo libanês e evitar que o país caia em "vias perigosas" é a prioridade do governo.

Por sua vez, o presidente libanês, Joseph Aoun, pediu uma "intervenção internacional" para evitar uma maior deterioração da situação no país mediterrâneo, que, apesar do cessar-fogo de 27 de novembro de 2024, sofre bombardeios israelenses frequentes.

Com EFE.

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