Ataque israelense à vila de Kfar Hatta, no sul do Líbano, nesta segunda-feira (AFPTV /AFP)
Repórter
Publicado em 5 de janeiro de 2026 às 19h58.
O Exército de Israel realizou bombardeios em regiões do sul e do leste do Líbano nesta segunda-feira, 5, segundo informações da agência de notícias AFP. Os ataques ocorreram após uma advertência israelense sobre a presença de alvos do grupo palestino Hamas e do Hezbollah em quatro localidades do território libanês.
Esta foi a primeira vez em 2026 que o Exército israelense emitiu um aviso prévio desse tipo, mesmo após um cessar-fogo com o Hezbollah, movimento armado libanês apoiado pelo Irã. Israel mantém ações ofensivas no país vizinho desde então.
Drones sobrevoaram a área, e ambulâncias e caminhões dos bombeiros foram mobilizados preventivamente, enquanto dezenas de famílias fugiram após a advertência israelense, segundo a imprensa libanesa.
A agência nacional de notícias do Líbano, NNA, relatou bombardeios em Kfar Hatta, Annan, Al Manara e Ain al Tineh. Segundo a NNA, em Al Manara, no leste do país, uma residência foi completamente destruída e imóveis vizinhos sofreram danos significativos, incluindo veículos e estabelecimentos comerciais.
O Exército israelense confirmou os ataques e declarou que os bombardeios tinham como alvo “infraestruturas terroristas” do Hezbollah e do Hamas. O porta-voz das Forças de Defesa de Israel, Avichay Adraee, detalhou que os ataques foram direcionados às quatro localidades mencionadas.
A casa destruída em Al Manara, segundo a agência NNA, pertencia a Sharhabil Sayed, apontado como um líder do Hamas no Líbano e morto por Israel em 2024.
Apesar do acordo de cessar-fogo firmado entre Israel e o Hezbollah em novembro de 2024, confrontos e ataques persistem. O governo do Líbano, sob pressão dos Estados Unidos, comprometeu-se a desarmar o Hezbollah, que perdeu força após mais de um ano de confrontos armados, incluindo dois meses de guerra aberta.
Desde a assinatura do cessar-fogo, ao menos 350 pessoas morreram no Líbano em decorrência de ataques israelenses, conforme levantamento da agência AFP com base em dados do Ministério da Saúde libanês.
(Com informações de AFP)