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Irã diz que mísseis 'não alcançam os EUA' e ameaça bases no Oriente Médio

O chanceler disse que o Irã está reagindo ao que considera uma ofensiva iniciada por Washington.

Abbas Araghchi, Ministro das Relações Exteriores do Irã.

Abbas Araghchi, Ministro das Relações Exteriores do Irã.

Ana Dayse
Ana Dayse

Colaboradora

Publicado em 8 de março de 2026 às 12h54.

O ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Araghchi, afirmou neste domingo, 8, que os mísseis iranianos não têm alcance para atingir o território dos Estados Unidos, mas podem ser usados contra bases militares americanas no Oriente Médio.

Em entrevista ao programa Meet the Press, da NBC, o chanceler disse que o Irã está reagindo ao que considera uma ofensiva iniciada por Washington.

“Foram os americanos que começaram esta guerra contra nós. Estamos nos defendendo”, declarou Araghchi.

Segundo ele, a estratégia iraniana envolve atingir instalações militares dos Estados Unidos em países vizinhos, onde há presença de tropas americanas.

“O que podemos fazer é atacar bases e instalações americanas ao nosso redor, que infelizmente estão em território de países vizinhos”, afirmou.

Irã cobra desculpas de Trump e rejeita interferência externa

O chanceler também criticou o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, e disse que o povo iraniano deve decidir o futuro político do país.

A declaração ocorre após Trump sugerir que deveria ter influência na escolha do próximo líder supremo iraniano.

“Não permitiremos que ninguém interfira em nossos assuntos internos. Cabe ao povo iraniano escolher seu líder”, afirmou Araghchi.

Ele acrescentou que o presidente americano deveria pedir desculpas à população da região e do Irã pelas mortes e destruição causadas pela guerra.

Oposição diz que regime iraniano está enfraquecido

Enquanto o governo iraniano reage às declarações de Washington, integrantes da oposição afirmam que o regime atravessa um momento de fragilidade política.

O príncipe iraniano exilado Reza Pahlavi declarou em entrevista à Fox News que a República Islâmica estaria “desmoronando” após recentes operações militares conduzidas pelos Estados Unidos e por Israel.

Segundo Pahlavi, o cenário abre espaço para uma possível mudança política no país. Neste domingo, 8, Irã diz ter escolhido o sucessor de Khamenei, mas mantém nome em sigilo.

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