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Líder supremo do Irã diz que Marinha está pronta para 'derrotar inimigos' em Ormuz

Vice-ministro das Relações Exteriores iraniano também declarou que os Estados Unidos “não podem impor sua vontade” na região e bloquear o Estreito

Irã fecha novamente Estreito de Ormuz: guia supremo do Irã, Mojtaba Khamenei, afirmou neste sábado, 18, que a Marinha iraniana está preparada para enfrentar e “infligir novas derrotas ao inimigo”, em meio à escalada de tensões (Atta Kenare/AFP)

Irã fecha novamente Estreito de Ormuz: guia supremo do Irã, Mojtaba Khamenei, afirmou neste sábado, 18, que a Marinha iraniana está preparada para enfrentar e “infligir novas derrotas ao inimigo”, em meio à escalada de tensões (Atta Kenare/AFP)

Publicado em 18 de abril de 2026 às 09h55.

Última atualização em 18 de abril de 2026 às 12h29.

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O Líder supremo do Irã, Mojtaba Khamenei, afirmou neste sábado, 18, que a Marinha iraniana está preparada para enfrentar e “infligir novas derrotas ao inimigo”, em meio à escalada de tensões após a decisão de voltar a fechar o Estreito de Ormuz. A declaração foi divulgada no Telegram pouco depois da medida anunciada por Teerã em resposta ao bloqueio imposto pelos Estados Unidos aos portos iranianos.

Na mensagem, a autoridade do Irã que a “corajosa Marinha do Irã está preparada para fazer com que os inimigos provem o gosto amargo de novas derrotas”, reforçando o tom de confronto em torno da rota marítima estratégica.

Em paralelo, o vice-ministro das Relações Exteriores iraniano, Saed Khatibzadeh, declarou que os Estados Unidos “não podem impor sua vontade” na região e bloquear o estreito. Falando a jornalistas durante um fórum diplomático na Turquia, ele afirmou que o Irã tem atuado com “boas intenções” para garantir a passagem segura na região, mas criticou a postura de Washington.

Khatibzadeh também disse que ainda não há data definida para uma nova rodada de negociações entre os dois países. Segundo ele, o presidente norte-americano “tuíta e fala muito”, em referência às declarações públicas de Trump em meio ao impasse diplomático.

O que aconteceu no Estreito de Ormuz?

Na sexta-feira, 16, o Irã anunciou a reabetura total do Estreito de Ormuz, rota estratégica para o escoamento de 20% do petróleo produzido no mundo. O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, saudou a decisão do país, mas declarou que que o bloqueio permaneceria válido para o Irã.

Em resposta, o Irã voltou a restringir o tráfego no Estreito de Ormuz neste sábado, 18, elevando novamente as tensões no Oriente Médio, enquanto Trump afirmou ter recebido “boas notícias” sobre o avanço das negociações entre os dois países.

Segundo a mídia estatal iraniana e autoridades militares, o estreito voltou a operar sob controle rigoroso das Forças Armadas, com restrições à passagem de embarcações.

O porta-voz do Quartel-General Central Khatam al-Anbia também declarou que o tráfego seguirá limitado enquanto Washington não suspender as restrições. “Essa via marítima estratégica está sob gestão e controle rigorosos das Forças Armadas”, afirmou.

Horas depois do anúncio, lanchas rápidas da Guarda Revolucionária do Irã abriram fogo contra um petroleiro que transitava pelo Estreito de Ormuz, segundo informou o Centro de Operações de Comércio Marítimo do Reino Unido.

O órgão britânico afirmou que o navio foi interceptado a cerca de 37 quilômetros a nordeste de Omã por duas embarcações iranianas, sem aviso prévio por rádio. A tripulação está a salvo, mas a nacionalidade do petroleiro e seu destino não foram divulgados, de acordo com a AFP.

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