Argentina's President Javier Milei Argentina's President Milei speaks with Yeshiva University President Rabbi Dr. Ari Berman as part of the university's "Great Conversations" series during an "Argentina Week" discussion focusing on global economic leadership and voicing support for the State of Israel on March 9, 2026 in New York City. (Photo by ANGELA WEISS / AFP via Getty Images) (ANGELA WEISS / AFP /Getty Images)
Redação Exame
Publicado em 18 de abril de 2026 às 08h01.
O presidente da Argentina, Javier Milei, viajará neste sábado, 18, a Israel para se reunir com o primeiro-ministro Benjamin Netanyahu, um de seus principais aliados geopolíticos juntamente com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, em uma visita que coincide com um cessar-fogo entre Israel e Líbano que expira em 22 de abril.
Milei chegará no domingo 19, quando visitará o Muro das Lamentações e se reunirá com Netanyahu, informou a Presidência argentina nesta sexta-feira, 17. No dia seguinte, terá um encontro com o presidente Isaac Herzog, antes de voltar a Buenos Aires na quarta-feira 22.
A guerra no Oriente Médio começou em 28 de fevereiro com ataques dos Estados Unidos e de Israel contra o Irã, aos quais Teerã respondeu com bombardeios contra Israel e países do Golfo que abrigam bases americanas. Em uma entrevista ao veículo israelense Canal 14, exibida na quinta-feira, Milei qualificou o Irã como "um inimigo de todo o Ocidente" e elogiou seus aliados Trump e Netanyahu, "decididos a pôr fim a este flagelo sobre a humanidade".
Durante o governo Milei, a Argentina declarou como organizações terroristas a Guarda Revolucionária Islâmica do Irã e a Força Quds, um de seus braços operacionais, em linha com os interesses dos Estados Unidos.
Em 2 de abril, expulsou do país o mais alto representante diplomático do Irã em Buenos Aires, Mohsen Soltani Tehrani, em resposta a um comunicado do Ministério das Relações Exteriores iraniano com "acusações falsas, ofensivas e improcedentes", segundo a Argentina.
O governo argentino apontou, naquela ocasião, a "persistente negativa" do Irã em cooperar com a Justiça no caso do atentado contra a Associação Mutual Israelita Argentina (Amia), além do descumprimento de ordens internacionais de prisão e extradição.
A Justiça argentina atribui ao Irã o planejamento do atentado contra a Amia em 1994, que deixou 85 mortos, e responsabiliza o Hezbollah pelo ataque contra a embaixada de Israel em Buenos Aires em 1992, que deixou 22 mortos, com apoio iraniano segundo diversas investigações. Ambos os atentados permanecem impunes.
Com informações da AFP