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Irã acusa Ocidente de ajudar manifestantes na fabricação de armas

Dezenas de pessoas, principalmente manifestantes mas também mulheres e crianças, foram mortas e mais algumas milhares foram detidas, entre elas opositores, jornalistas e advogados

Irã: manifestações e suas repressões se espalharam no Irã desde a morte de Mahsa Amini (Sir Francis Canker Photography/Getty Images)

Irã: manifestações e suas repressões se espalharam no Irã desde a morte de Mahsa Amini (Sir Francis Canker Photography/Getty Images)

A
AFP

11 de novembro de 2022, 18h27

O ministro das Relações Exteriores iraniano, Hosein Amir-Abdolahian, acusou os países ocidentais de promoverem a violência no Irã ao ajudar os manifestantes na fabricação de armas e coquetéis molotov.

Segundo o site do ministério, Amir-Abdolahian acusou "certos governos ocidentais de incentivar a violência" e "ensiná-los (os manifestantes), através das redes sociais, a fazer armas e coquetéis molotov", durante um telefonema na noite de quinta-feira (10) com o secretário-geral das Nações Unidas, Antonio Guterres.

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As manifestações e suas repressões se espalharam no Irã desde a morte de Mahsa Amini, em 16 de setembro. A mulher curda de 22 anos foi detida pela polícia da moral de Teerã por violar o rígido código de vestimenta do país.

Dezenas de pessoas, principalmente manifestantes mas também mulheres e crianças, foram mortas e mais algumas milhares foram detidas, entre elas opositores, jornalistas e advogados.

Segundo o ministro iraniano, a ação desses países "facilitou o assassinato de policiais e até preparou o terreno para a ação terrorista do grupo jihadista Estado Islâmico".

Ao menos 13 pessoas foram mortas no último 26 de outubro em um santuário xiita em Shiraz, no sul do Irã, durante um ataque reivindicado pelo Estado Islâmico.

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