Mundo

Governo sírio e forças curdas negociam fim da guerra

Conselho Democrático da Síria anunciou acordo em Damasco

Síria: acordo para dar um fim à guerra (Ali Hashisho/Reuters)

Síria: acordo para dar um fim à guerra (Ali Hashisho/Reuters)

E

EFE

Publicado em 28 de julho de 2018 às 10h06.

Priorizar nos meus resultados Google

O governo sírio e as forças curdas que controlam o nordeste o país concordaram em negociar o final da guerra e preparar um "roteiro" que conduza a uma "Síria descentralizada e democrática", segundo anunciaram os curdos.

O Conselho Democrático da Síria (CDS), braço político das Forças da Síria Democrática (FSD), anunciou neste sábado, em comunicado, que o acordo foi feito durante reunião na última quinta-feira, em Damasco, a convite do governo sírio.

"Esta reunião levou à adoção da decisão de formar comitês em vários níveis para desenvolver o diálogo e negociações e encerrar a violência e a guerra que devastaram o povo e a sociedade", diz o comunicado.

O porta-voz do CDS, Burham Ozman, disse à Agência Efe por telefone que as forças curdas "não têm nenhuma intenção de entregar" as zonas que controlam para o Governo de Damasco e ressaltou que os moradores dessas regiões "decidirão" seu futuro.

Por enquanto, segundo ele, não ficou especificado o número de comitês ou as questões específicas que serão abordadas em futuras negociações.

Uma questão que foi abordada, tanto na reunião de Damasco quanto nas reuniões anteriores realizadas na cidade de Tabqa (nordeste) é o fornecimento de serviços básicos nas zonas controladas pelos curdos, segundo o porta-voz.

As FSD são uma aliança de milícias lideradas pelos curdos e que têm apoio da coalizão internacional, liderada pelos Estados Unidos, na sua ofensiva contra o grupo terrorista Estado Islâmico (EI).

Este grupo de milícias tem sob seu controle a maioria dos territórios ao leste do rio Eufrates, espalhados pelas províncias de Aleppo, Al Raqqa, Deir Zor e Al Hasakah.

Acompanhe tudo sobre:SíriaGuerra na Síria

Mais de Mundo

China tem as maiores reservas do mundo de 14 minerais estratégicos

Duas décadas depois do 11 de Setembro, EUA seguem vulneráveis ao terrorismo

Líbano e Arábia Saudita entram no radar da guerra no Irã; entenda

'Dividendo Trump': presidente dos EUA oferece US$ 5 mil em troca de voto