Explosões nos Emirados Árabes deixam dois mortos e dezenas de feridos

Pelo menos três restaurantes e diversas lojas foram atingidas; comitiva de Trump e Benjamin Netanyahu chegam hoje aos Emirados

Duas explosões em Dubai e em Abu Dhabi, nos Emirados Árabes, surpreenderam a população local nesta segunda-feira, 31. As explosões aconteceram em restaurantes de Dubai e Abu Dhabi, a capital dos Emirados, quase simultaneamente. Na capital, o fogo e a fumaça atingiram uma das avenidas mais conhecidas da cidade, com lojas, cafés, restauranes e hotéis. Pelo menos duas pessoas morreram e dezenas ficaram feridas.

A fumaça da explosões e o fogo puderam ser vistos a quilômetros de distância, segundo relatos dos moradores locais ao jornal The National, dos Emirados Árabes. Na capital, as explosões aconteceram em uma unidade da rede KFC e Hardees, na avenida Rashid bin Saeed.

Um cilindro de gás explodiu no restaurante de Dubai e causou o acidente, segundo conclusões preliminares da polícia. Em Abu Dhabi, onde o problema foi mais sério, o acidente ainda está sendo investigado.

Não apenas os restaurantes onde houve a explosão foram danificados -- diversas lojas também sofreram prejuízos. Os moradores e funcionários de lojas e restaurantes da região foram evacuados.

A avenida Rashid bin Saeed, onde aconteceram as explosões na capital, liga a cidade ao aeroporto. É por ela que deve passar a comitiva do presidente Donald Trump, liderada por seu genro Jared Kushner, e do primeiro-ministro Benjamin Netanyahu nesta segunda-feira, em uma viagem histórica para selar os laços entre os Emirados Árabes e Israel. Os dois países fizeram um acordo de paz inédito no último dia 13.

Será o primeiro vôo comercial entre Israel e os Emirados Árabes. Neste domingo, dia 30, Netanyahu disse que está em negociações com outros países árabes para normalizar as relações diplomáticas com Israel, como Omã. Ele também ressaltou a importância do acordo de paz com os Emirados.

"Os avanços de hoje serão as normas de amanhã e abrirão o caminho a outros países que querem normalizar suas relações com Israel", afirmou Netanyahu.

 

 

 

 

 

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