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EUA suspende pacote bilionário de armas para Taiwan

Governo americano prioriza reposição de munições diante de possíveis escaladas no Oriente Médio

Publicado em 22 de maio de 2026 às 08h51.

As vendas de armas dos Estados Unidos para Taiwan foram temporariamente suspensas pelo governo americano, segundo o secretário interino da Marinha, Hung Cao, em meio à necessidade de preservar estoques militares destinados a uma possível escalada de tensões no Oriente Médio.

O tema foi detalhado durante audiência no Congresso na quinta-feira, 21, quando o oficial afirmou que a pausa tem como objetivo garantir o abastecimento das Forças Armadas em operações consideradas prioritárias, incluindo ações ligadas ao conflito com o Irã.

Segundo autoridades citadas, está em compasso de espera um pacote de cerca de US$ 14 bilhões em armamentos destinados a Taiwan. A medida levanta dúvidas sobre o ritmo do compromisso militar de Washington com a ilha, especialmente em um momento de pressão simultânea em diferentes frentes estratégicas.

“Estamos fazendo uma pausa para garantir que temos as munições de que precisamos para a operação Fúria Épica”, afirmou Hung Cao, acrescentando que o governo trabalha para assegurar estoques antes de retomar futuras autorizações de exportação.

O secretário disse ainda que a retomada das vendas dependerá de avaliação interna do governo norte-americano.

Pressão entre China, EUA e Taiwan

Os Estados Unidos mantêm a política de reconhecer apenas Pequim como governo legítimo da China, mas seguem obrigados por legislação interna a fornecer equipamentos de defesa a Taiwan, considerada por Washington um território com governo autônomo.

A suspensão ocorre em meio a um cenário de crescente sensibilidade diplomática. Durante recente visita do presidente Donald Trump a Pequim, o líder chinês Xi Jinping voltou a advertir que a forma como a questão de Taiwan for administrada pode levar a um “conflito” entre as potências.

A disputa em torno da ilha segue como um dos principais pontos de tensão entre Washington e Pequim, que não descarta o uso da força para eventual reunificação.

Em Taiwan, a porta-voz do gabinete presidencial, Karen Kuo, afirmou que não há sinais de mudança na política americana de fornecimento de armas à ilha.

Já o governo chinês reforçou sua oposição às vendas militares dos Estados Unidos para o território, classificando a prática como “firme, clara e consistente”.

Dentro do governo americano, ainda não há definição pública sobre a continuidade do pacote de US$ 14 bilhões. O próprio Trump afirmou recentemente que não assumiu compromissos com Xi sobre o tema e que pretende tomar uma decisão “em prazo relativamente curto”.

*Com AFP

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