Donald Trump: presidente dos EUA inicia manobra no leste europeu diante da pressão sobre Otan e guerra na Ucrânia (Alex Wroblewski/AFP)
Repórter
Publicado em 21 de maio de 2026 às 21h28.
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou nesta quinta-feira, 21, o envio de 5 mil militares americanos para a Polônia, poucos dias após cancelar uma operação semelhante e intensificar críticas aos aliados europeus pela postura diante da guerra contra o Irã.
A decisão foi comunicada por Trump na rede Truth Social. Segundo o republicano, a medida ocorre em reconhecimento à relação com o presidente polonês, Karol Nawrocki, aliado político que assumiu o cargo em agosto do ano passado.
"Com base na bem-sucedida eleição do atual presidente da Polônia, Karol Nawrocki, a quem tive a honra de apoiar, e em nossa relação com ele, tenho o prazer de anunciar que os Estados Unidos enviarão 5 mil militares adicionais para a Polônia", disse.
O anúncio ocorre após movimentações recentes do governo americano para reduzir parte de sua presença militar na Europa. As mudanças vieram em meio às críticas de Trump aos integrantes da Otan pela recusa em ampliar participação militar na guerra contra o Irã e nas operações relacionadas ao estreito de Ormuz.
Na semana passada, o Pentágono havia informado o cancelamento do envio de mais de 4 mil soldados à Polônia. A medida fazia parte de uma reorganização das forças americanas posicionadas em território europeu.
Em maio, Trump também anunciou a retirada de 5 mil militares da Alemanha, país que concentra o maior contingente americano no continente. O plano previa execução entre seis e 12 meses e foi apresentado após declarações do chanceler alemão, Friedrich Merz, que questionou a estratégia de Washington sobre o conflito com o Irã.
Já nesta terça-feira, o vice-presidente dos Estados Unidos, JD Vance, afirmou que a redução de tropas na Polônia não estava confirmada. Segundo ele, houve apenas um atraso provocado pela necessidade de "redistribuir alguns recursos" para reforçar a segurança.
Donald Trump afirmou nesta segunda-feira, 18, a suspensão do plano de ataque ao Irã previsto para terça-feira após pedidos de líderes do Oriente Médio para que a decisão fosse adiada.
Em publicação na Truth Social, Trump declarou ter comunicado aos militares dos Estados Unidos “que NÃO realizaremos o ataque programado contra o Irã amanhã”. Segundo o presidente, o pedido partiu do emir do Catar, Tamim bin Hamad Al Thani, do príncipe herdeiro da Arábia Saudita, Mohammed bin Salman, e do presidente dos Emirados Árabes Unidos, Mohammed bin Zayed Al Nahyan.
Trump afirmou que os líderes regionais solicitaram o adiamento da ofensiva por considerarem que negociações “sérias” estão em andamento. De acordo com a publicação, os representantes dos países aliados acreditam que um acordo poderá ser alcançado e aceito pelos Estados Unidos, além de outras nações do Oriente Médio.
“Este acordo incluirá, e isso é importante, a ausência de armas nucleares para o Irã!”, escreveu Trump.
O presidente também afirmou ter orientado o secretário de Defesa, Pete Hegseth, e o chefe do Estado-Maior Conjunto dos EUA, general Dan Caine, a manterem prontidão militar caso as negociações não avancem.
Segundo Trump, as Forças Armadas dos EUA devem permanecer preparadas para um “ataque em grande escala” contra o Irã “a qualquer momento”, caso um acordo não seja fechado.Hegseth participou, nesta segunda-feira, de um evento político no Kentucky ao lado de um candidato republicano à Câmara dos Representantes. O político disputa espaço com o deputado republicano Thomas Massie, alvo de críticas de Trump dentro do partido.
*Com informações das Agências EFE e AFP.