O Secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, participou da assinatura do acordo ao lado de representantes de Israel e Líbano
Repórter
Publicado em 26 de junho de 2026 às 15h46.
Última atualização em 26 de junho de 2026 às 16h06.
Os Estados Unidos, Israel e Líbano assinaram nesta sexta-feira, 26, um acordo-quadro para cessar as hostilidades na região.
O acordo foi anunciado pelo secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, após negociações em Washington.
"Temos o prazer de anunciar um acordo-quadro entre o governo soberano do Líbano e, é claro, o governo de Israel, com a mediação e o apoio dos Estados Unidos da América", disse Rubio durante a cerimônia de assinatura.
O chefe da diplomacia dos Estados Unidos acrescentou que o texto estabelece "um marco para uma paz e uma segurança duradouras".
A paz no Líbano aparece em declarações de negociadores iranianos como condição para o encerramento da guerra com os EUA e Israel. O principal negociador do Irã, Mohammad Bagher Ghalibaf, reiterou essa posição nesta quarta-feira, 24.
Israel e o Líbano estão em guerra novamente desde 2 de março, quando o grupo extremista Hezbollah disparou contra o vizinho, em apoio ao Irã. As forças israelenses responderam com ataques aéreos e terrestres, que já provocaram mais de 4.000 mortes no território libanês.
As duas partes realizaram quatro rodadas de negociações desde abril, sem avanço para um cessar-fogo de longo prazo.
Nesta terça-feira, 23, o Exército israelense matou duas pessoas no sul do Líbano. O Hezbollah acusou Israel de violar novamente o cessar-fogo firmado em 19 de junho.
O acordo estabelece “um marco para uma paz e uma segurança duradouras”, afirmou o chefe da diplomacia dos Estados Unidos. O posicionamento foi apresentado no contexto das negociações conduzidas entre as partes.
A embaixadora do Líbano em Washington, Nada Hamadeh Moawad, afirmou que o acordo representa “um primeiro passo no caminho para a restauração da soberania e da integridade territorial libanesas”.
O representante diplomático israelense, Yechiel Leiter, declarou que, com o entendimento, o Irã e o Hezbollah ficam fora das negociações e o caminho para a paz entre Israel e Líbano permanece aberto. Segundo ele, o Irã fica de fora, o Hezbollah fica de fora e o caminho para a paz entre Israel e o Líbano fica aberto.
Hezbollah arrastou o Líbano para o conflito no Oriente Médio em 2 de março, ao lançar foguetes contra Israel em resposta à morte do líder supremo do Irã, o aiatolá Ali Khamenei, em ataques conjuntos dos Estados Unidos e de Israel.
Israel respondeu com bombardeios aéreos e com uma invasão que, segundo autoridades libanesas, resultou na morte de mais de 4.200 pessoas.
Sob pressão dos Estados Unidos, autoridades do Líbano iniciaram, em abril, negociações diretas com Israel em Washington, com anúncio de uma trégua em 17 de abril, sem interrupção completa dos combates. Em novo movimento diplomático, um cessar-fogo foi declarado neste mês, enquanto Teerã manteve a posição de que qualquer acordo com Washington para encerrar o conflito mais amplo, iniciado no fim de fevereiro pelos Estados Unidos e por Israel, deveria incluir o Líbano.