Navio petroleiro no Estreito de Ormuz, no Golfo Pérsico (Germán Vogel/Getty Images)
Repórter de internacional e economia
Publicado em 12 de abril de 2026 às 19h28.
Última atualização em 12 de abril de 2026 às 19h31.
O bloqueio à circulação de navios pelo Estreito de Ormuz será feito pelos Estados Unidos a partir das 11h (hora de Brasília) desta segunda-feira, 13, disse o Comando Central militar americano (Centcom). A medida, no entanto, valerá apenas para navios com destino ou origem em portos do Irã.
"O bloqueio será aplicado imparcialmente contra embarcações de todas as nações que entrarem ou saírem de portos e áreas costeiras iranianas, incluindo todos os portos iranianos no Golfo Pérsico e no Golfo de Omã", diz o comunicado do Centcom.
"As forças do Centcom não impedirão a liberdade de navegação para embarcações que transitam pelo Estreito de Ormuz de e para portos não iranianos", afirma.
"Informações adicionais serão fornecidas aos marinheiros comerciais por meio de um aviso formal antes do início do bloqueio. Recomenda-se a todos os marinheiros que monitorem as transmissões de Aviso aos Marinheiros e entrem em contato com as forças navais dos EUA no canal 16 de comunicação entre pontes quando estiverem operando nas proximidades do Golfo de Omã e do Estreito de Ormuz", prossegue o aviso.
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou neste domingo, 12, que o país iniciaria o bloqueio e a tomada de controle do Estreito de Ormuz após o fracasso das negociações com o Irã.
“Com efeito imediato, a Marinha dos Estados Unidos, a melhor do mundo, iniciará o processo de bloqueio de todos os navios que tentarem entrar ou sair do Estreito de Ormuz”, disse Trump em publicação na Truth Social, rede social do próprio presidente. Segundo ele, a operação contará com a participação de outros países.
O estreito, localizado entre o Golfo Pérsico e o Golfo de Omã, concentra cerca de um quinto do fluxo global de petróleo, o que o torna estratégico para o comércio internacional de energia.
Trump diz que começou a 'limpar' minas no estreito de OrmuzTrump afirmou que a decisão busca impedir que o Irã controle a passagem e obtenha ganhos econômicos em meio à crise.
Segundo o presidente, o bloqueio é uma resposta ao que classificou como “extorsão” por parte de Teerã, em referência às ameaças de restrição ao tráfego na região.
O presidente também afirmou que o objetivo final é restabelecer a circulação plena de embarcações, mas sem a interferência iraniana.
A Guarda Revolucionária do Irã negou neste domingo que o Estreito de Ormuz tenha sido bloqueado pelos Estados Unidos e advertiu os navios militares para que não se aproximem da zona, depois que o presidente americano, Donald Trump, afirmou que seu país fecharia a passagem e retiraria as minas colocadas pela república islâmica.
“A Marinha da Guarda Revolucionária Islâmica anuncia que, contrariamente às falsas afirmações de alguns funcionários inimigos, o Estreito de Ormuz está sob controle e gestão inteligentes, aberto à passagem de navios civis e sujeito a regulamentações específicas”, afirmou o corpo militar de elite em um comunicado divulgado pela agência de notícias “Tasnim”.
O grupo alertou que “qualquer embarcação militar que, sob qualquer pretexto ou justificativa, tente se aproximar do Estreito de Ormuz será considerada uma violação do cessar-fogo e alvo de resposta contundente”.