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A corrida pelos bolsos em Davos

Este é o terceiro ano seguido que o presidente brasileiro não viaja ao Fórum Econômico Mundial, em Davos. O país acabou ficando, mais uma vez, em segundo plano, portanto. Dois dos destaques foram o presidente colombiano, Juan Manuel Santos, recém vencedor do Nobel da Paz, e o presidente chinês, Xi Jinping. Neste contexto, Marcos Pereira, ministro da […]

HENRIQUE MEIRELLES: ministro da Fazenda durante mesa em Davos, na quarta-feira;   participação de Meirelles durou dois dias e focou em reuniões com empresários / Ruben Sprich/Reuters (Ruben Sprich/Reuters/Reuters)

HENRIQUE MEIRELLES: ministro da Fazenda durante mesa em Davos, na quarta-feira; participação de Meirelles durou dois dias e focou em reuniões com empresários / Ruben Sprich/Reuters (Ruben Sprich/Reuters/Reuters)

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Da Redação

Publicado em 18 de janeiro de 2017 às 18h43.

Última atualização em 23 de junho de 2017 às 19h18.

Este é o terceiro ano seguido que o presidente brasileiro não viaja ao Fórum Econômico Mundial, em Davos. O país acabou ficando, mais uma vez, em segundo plano, portanto. Dois dos destaques foram o presidente colombiano, Juan Manuel Santos, recém vencedor do Nobel da Paz, e o presidente chinês, Xi Jinping. Neste contexto, Marcos Pereira, ministro da Indústria, Comércio Exterior e Serviços, tem se destacado, ao menos, pela agenda abarrotada.

Nesta quinta-feira, Pereira participa das negociações de um acordo comercial do Mercosul com o Efta, bloco europeu formado por Suíça, Noruega, Islândia e Liechtenstein, que representa o 11º destino das exportações brasileiras. O foco do acordo são os bens básicos, como milho, soja e minérios, mas também químicos orgânicos, vestuário, calçados e produtos de cerâmica e madeira. Antes do encontro, o ministro se reúne com a comissária de Comércio da União Europeia, Cecilia Malmström, para uma conversa bilateral.

A agenda de Pereira está entupida deles, por sinal. Ele tem aproveitado a estada na Suíça para conversar com representantes de países como Argentina, México, Canadá, Japão, Coreia do Sul e Índia, além de ter marcado reuniões com empresários. A aliança com os argentinos foi fortalecida: os dois países lideram o Mercosul em 2017 e estão dispostos a correr atrás de acordos comerciais. Para o dia 31, está agendada uma reunião com o ministro de Produção argentino em Brasília, Francisco Cabrera, para discutir a relação bilateral entre os dois países.

O ministro de Relações Exteriores, José Serra, decidiu não ir a Davis e foi quem recomendou a Michel Temer, em dezembro, que não comparecesse. Para Serra, com a posse de Donald Trump nos Estados Unidos marcada para sexta-feira, o Fórum não teria o holofote necessário para a participação do presidente. Com a proximidade das eleições para o presidente da Câmara marcada para o dia 2 de fevereiro, Temer também preferiu não se ausentar do Brasil. O ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, foi o enviado oficial da presidência. Em coletiva de imprensa na quarta-feira, defendeu que o país pode se beneficiar da globalização e falou mais uma vez sobre o interesse em atrair investidores. O problema é que, ao menos em Davos, ficamos devendo para a concorrência.

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