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Corte aceita pedido de proteção de Espírito Santo e Rioforte

Tribunal aceitou pedido de proteção contra credores apresentado pelas holdings da família Espírito Santo que não conseguem pagar elevadas dívidas


	Banco Espírito Santo: tribunal disse que considerou admissíveis os argumentos das duas holdings
 (Mario Proenca/Bloomberg)

Banco Espírito Santo: tribunal disse que considerou admissíveis os argumentos das duas holdings (Mario Proenca/Bloomberg)

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Da Redação

Publicado em 29 de julho de 2014 às 12h32.

Lisboa - O tribunal comercial de <strong><a href="https://exame.com.br/topicos/luxemburgo">Luxemburgo</a></strong> aceitou pedido de proteção contra credores apresentado pelo Espírito Santo Financial Group (ESFG) e pela Rioforte Investments, holdings da família Espírito Santo que não conseguem pagar elevadas dívidas e querem evitar uma venda descontrolada de ativos.</p>

O tribunal disse em comunicado que considerou admissíveis os argumentos das duas holdings da família Espírito Santo. A ESFG disse que "espera-se que o juiz faça seu relatório sobre o caso em 6 de outubro de 2014".

A ESFG, que é a maior acionista do Banco Espírito Santo (BES) com uma posição de 20 por cento, é controlada pela família fundadora. Por sua vez, a Rioforte detém 49 por cento da ESFG.

A Espírito Santo International (ESI), proprietária da Rioforte, já tinha conseguido proteção contra credores no início deste mês.

Parte da imprensa de Portugal afirma que o valor da dívida das holdings do Grupo Espírito Santo (GES) é de cerca de 7 bilhões de euros, sendo que a ESFG constituiu uma provisão de 700 milhões de euros para cobrir o risco do não pagamento de dívidas das holdings.

Os problemas do grupo acabaram respingando sobre a fusão da Oi com a Portugal Telecom, depois que a operadora portuguesa tomou calote da Rio Forte em um investimento de cerca de 1 bilhão de dólares. Após o pedido de proteção contra credores feito pela ESFG, analistas dizem ser incerto que a provisão possa ser usada, havendo risco do próprio BES ter de provisionar essa soma.

O BES já anunciou que tinha no final do primeiro trimestre uma reserva de capital de 2,1 bilhões de euros, acima do mínimo exigido, e que considerava que um eventual calote da dívida pelo GES não ameaçava o cumprimento de índices de solvência regulamentares.

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