Redação Exame
Publicado em 17 de maio de 2026 às 13h55.
A Alternativa para a Alemanha (AFD), legenda de extrema-direita que lidera a oposição e as projeções eleitorais no país, voltou a ampliar sua vantagem e cravou pela primeira vez a marca de 29% das intenções de voto em sondagem do instituto INSA divulgada neste fim de semana.
O levantamento, conduzido entre 11 e 15 de maio, indica que, caso o pleito ocorresse hoje, a AFD abriria sete pontos de dianteira sobre a aliança democrata-cristã do chanceler Friedrich Merz, que aparece em segundo, com 22% das preferências.
Os Verdes surgem na sequência como terceira força, com 14%, à frente do Partido Social-Democrata (SPD) — atual sócio de Merz no governo —, que registra 12%.
A lista de siglas com cadeiras no Parlamento se completaria com o Die Linke (A Esquerda). Já a dissidência da legenda, batizada de Aliança Sahra Wagenknecht (BSW), e os liberais ficariam de fora do Bundestag por não superarem a cláusula de barreira de 5%.
Esse cenário inviabilizaria a continuidade da atual coalizão, que perderia a maioria. Sequer a incorporação dos Verdes seria suficiente para garantir base parlamentar a um novo Executivo, abrindo caminho para um quadro de ingovernabilidade.
A União Democrata-Cristã (CDU), comandada por Merz, mantém o chamado cordão sanitário e segue vetando alianças tanto com a AfD quanto com o Die Linke — postura formalizada em resolução vinculante aprovada em congresso do partido.
Passado um ano da chegada do líder conservador ao poder, sua aprovação encolheu progressivamente até atingir o piso da série histórica.
Embora as próximas eleições gerais só devam acontecer em 2029, quatro estados alemães escolherão seus governos no outono. Em dois deles — Saxônia-Anhalt e Mecklemburgo-Pomerânia Ocidental, ambos no leste —, as projeções apontam triunfo da extrema direita.
Com agência EFE