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Coreia do Sul quer solução do G20 para guerra cambial

O presidente Lee Myung-Bak afirmou que, se os países falharem em chegar a um acordo, o protecionismo pode aumentar e afetar a recuperação mundial

O presidente sul-coreano, Lee Myung-Bak: diversos países, principalmente os EUA, pedem a valorização do iuane (Georges Gobet/AFP)

O presidente sul-coreano, Lee Myung-Bak: diversos países, principalmente os EUA, pedem a valorização do iuane (Georges Gobet/AFP)

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Da Redação

Publicado em 11 de outubro de 2010 às 09h40.

Seul - A Coreia do Sul, anfitriã da reunião de novembro do G20, advertiu os países ricos e emergentes que a ausência de solução para a "guerra cambial" pode reforçar o protecionismo e prejudicar a recuperação mundial.

O presidente sul-coreano Lee Myung-Bak estimulou os dirigentes do G20 a não tratar apenas dos interesses nacionais, um mês antes da reunião de cúpula de Seul.

"Se o mundo não conseguir alcançar um acordo para questões como a política das taxas cambiais e insistir em seus próprios interesses no momento em que a economia mundial se encontra em fase de recuperação, isto provocará um protecionismo e criará graves problemas para a economia mundial", declarou Lee.

O presidente sul-coreano, no entanto, não mencionou nenhuma moeda de forma explícita. Vários países, especialmente os Estados Unidos, exigem a valorização do iuane, a moeda chinesa.

No sábado, os países membros do Fundo Monetário Internacional (FMI) pediram ao organismo que aprofunde o trabalho sobre os desequilíbrios cambiais mundiais.

A advertência de uma "guerra cambial" foi feita há duas semanas pelo ministro da Fazenda do Brasil, Guido Mantega, preocupado com a contínua valorização do real e com as manobras de outros países para controlar suas divisas.

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