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Louvre ‘esconde’ joias em reabertura de galeria após roubo milionário

Espaço volta a receber visitantes nove meses depois do furto de peças avaliadas em 88 milhões de euros

Galeria de Apolo: museu diz que a mudança devolve à galeria sua função cerimonial original (LOU BENOIST/AFP)

Galeria de Apolo: museu diz que a mudança devolve à galeria sua função cerimonial original (LOU BENOIST/AFP)

Publicado em 22 de julho de 2026 às 11h42.

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O Museu do Louvre reabriu ao público nesta quarta-feira, 22, a Galeria de Apolo, fechada desde o roubo de joias da Coroa avaliadas em 88 milhões de euros (cerca de R$ 510 milhões). Apesar da retomada das visitas, nenhuma peça da coleção está exposta no local.

Os visitantes podem percorrer o salão, observar os tetos dourados e os afrescos gregos antes de seguir em direção à Mona Lisa. As joias e as vitrines, porém, foram retiradas.

Segundo o museu, a mudança devolve à galeria sua função cerimonial original, concebida no século 17. As peças que ocupavam o espaço serão transferidas para outras áreas do Louvre. “É também uma oportunidade para redescobrir a arquitetura e a decoração esplêndidas desta galeria”, afirmou Christophe Leribault, diretor do museu, em entrevista à AP.

As joias levadas pelos criminosos ainda não foram recuperadas, nove meses após o assalto.

Roubo expôs falhas de segurança

No dia do crime, os ladrões levaram menos de oito minutos para entrar por uma janela da Galeria de Apolo e retirar as peças. A ação, realizada durante o dia em um fim de semana, surpreendeu visitantes e expôs vulnerabilidades na segurança do museu mais visitado do mundo.

“Esse dia sinistro, em que peças icônicas foram levadas, não pode ser esquecido — e acredito que não deva ser”, declarou a ministra da Cultura da França, Catherine Pegard. Segundo ela, o episódio provocou comoção internacional e revelou a fragilidade de uma instituição até então considerada inabalável.

Desde o roubo, o Louvre reforçou a segurança com novas câmeras de vigilância e sistemas contra invasões.

Leribault assumiu a direção do museu em fevereiro, após a renúncia de Laurence des Cars. A ex-diretora deixou o cargo depois do roubo ocorrido em outubro e de uma série de problemas que abalaram a confiança na administração da instituição.

Louvre prevê modernização até 2031

A ampliação da segurança está entre as prioridades do plano “Nova Renascença do Louvre”, lançado no ano passado. O projeto tem duração prevista de dez anos e custo estimado em até 800 milhões de euros (R$4,6 bilhões).

A iniciativa também prevê modernizar a infraestrutura, reduzir a superlotação e criar uma galeria exclusiva para a Mona Lisa até 2031.

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