Vem aí o 196º país do mundo? "Ilhas de Lixo" já possuem até moeda

Nação já tem bandeira, passaporte e uma moeda chamada "escombro". Só falta reconhecimento da ONU

São Paulo - Pode um país nascer do lixo? Acredite, há uma campanha em curso para a criação do primeiro país do mundo todo feito de resíduos plásticos — as "Ilhas de Lixo", um aglomerado de centenas de milhares de toneladas de detritos plásticos do tamanho da França localizado no oceano Pacífico entre o Havaí e a Califórnia.

Em 8 de junho deste ano, os signatários da campanha apresentaram uma Declaração de Independência às Nações Unidas buscando o reconhecimento oficial das Ilhas de Lixo como país. Para pressionar a ONU, foi criada um abaixo-assinado aberto a todas as pessoas do mundo no site Change.org que busca angariar novos signatários e futuros cidadãos.

Mas por que um país de lixo? Segundo a petição, o reconhecimento da ONU geraria um constrangimento ambiental. Explica-se: quando um país é reconhecido e se torna um membro da ONU, ele passa a ser protegido pela Carta da Terra da ONU, um conjunto de acordos sobre meio ambiente e desenvolvimento.

Diante do preceito de que "todos os membros devem cooperar em um espírito de parceria global para conservar, proteger e restaurar a saúde e integridade do ecossistema da Terra", um país feito de lixo não poderia passar incólume e demandaria ações de todas as nações para resolução do problema do lixo plástico.

"O que em poucas palavras significa que ao nos tornarmos um país, outros países são obrigados a nos limpar", dizem os criadores da petição. Apesar das colocações contundentes, tudo não passa de uma campanha de marketing (das mais sagazes, diga-se de passagem) coordenada pelo grupo de mídia LADbible e a Fundação Plastic Oceans.

A campanha é uma forma de atrair a atenção para a poluição do lixo plástico no meio ambiente. Estima-se que 2050, haverá mais plásticos nos oceanos que peixes. Os detritos plásticos são um perigo para muitas espécies de animais, que podem ingeri-los ou se emaranhar neles.

 

Além de formar imensos bolsões de resíduos à deriva no mar, o lixo plástico já atinge as remotas praias do Ártico e as regiões mais profundas dos oceanos.

Recentemente, um estudo inédito revelou que micropartículas plásticas podem estar presentes até mesmo na água potável que é servida à população em vários países do mundo.

O país Ilhas de Lixo já possui uma bandeira, um passaporte, uma moeda (chamada escombros), selos e mais de mil cidadãos - o primeiro deles foi o político norte-americano, ambientalista e Nobel da Paz Al Gore.

O passaporte das Ilhas de Lixo. Passaporte das Ilhas de Lixo.

Passaporte das Ilhas de Lixo. (Plastic Oceans/LadBible/Divulgação)

Selos das Ilhas de Lixo.

Selos das Ilhas de Lixo. (Plastic Oceans/LadBible/Divulgação)

"Escombro": a moeda das Ilhas de Lixo. "Escombro": a moeda das Ilhas de Lixo.

"Escombro": a moeda das Ilhas de Lixo. (Plastic Oceans/LadBible/Divulgação)

Selos das Ilhas de Lixo. Selos das Ilhas de Lixo.

Selos das Ilhas de Lixo. (Plastic Oceans/LadBible/Divulgação)

 

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