Comitê defende veto de bebês no Parlamento britânico

Comissão responsável pelo tema optou por manter as regras existentes
A deputada trabalhista Stella Creasy no Parlamento britânico com seu bebê em 2021 (House of Commons/PA Images/Getty Images)
A deputada trabalhista Stella Creasy no Parlamento britânico com seu bebê em 2021 (House of Commons/PA Images/Getty Images)
A
AFPPublicado em 30/06/2022 às 10:21.

As deputadas não devem levar seus bebês ao Parlamento britânico, afirma um relatório elaborado pelo comitê de todos os partidos, apesar da campanha de uma representante trabalhista para melhorar a conciliação entre vida pessoal e profissional.

No ano passado, ao receber uma advertência, Stella Creasy recebeu o pedido para não levar novamente o seu bebê para Câmara dos Comuns, após ter participado dos debates com seu filho, chamado Pip, dormindo em seus braços.

A deputada, então, denunciou o tratamento às mulheres na política, que conciliam maternidade e trabalho.

A questão gerou debates e o presidente da Câmara dos Comuns, Lindsay Hoyle, pediu uma revisão das regras.

No informe publicado nesta quinta-feira, a comissão responsável pelo tema optou por manter as regras existentes, embora tenha deixado para a presidência da Câmara a possibilidade de adotar regras "com parcimônia".

Creasy admitiu não ter ficado surpresa com a recomendação.

"Esta comissão não falou com ninguém fora do Parlamento, embora muitos de nós tenhamos encorajado. Não me surpreende que não reconheça que podemos estar desanimadas com estas regras e a visão antiquada a respeito das mulheres que têm filhos", disse.

"A mudança não acontecerá até que comecem a escutar os que estão fora do status quo", acrescentou.

Veja também:

Israel dissolve Parlamento e convoca novas eleições para 1º de novembro

Putin não teria invadido a Ucrânia se fosse mulher, afirma primeiro-ministro britânico