Mundo

Começa identificação de vítimas do voo MH17

Familiares de malaios que morreram na queda do voo MH17 forneceram amostras de DNA e descrições de seus parentes à polícia


	Homenagens para as vítimas do voo MH17 da Malaysia Airlines na embaixada da Malásia
 (Valentyn Ogirenko/Reuters)

Homenagens para as vítimas do voo MH17 da Malaysia Airlines na embaixada da Malásia (Valentyn Ogirenko/Reuters)

DR

Da Redação

Publicado em 22 de julho de 2014 às 19h09.

Putrajaya - A maior parte dos familiares de malaios que morreram na queda do voo MH17 da Malaysia Airlines na semana passada forneceu amostras de DNA e descrições de seus parentes à polícia da Malásia nesta terça-feira, na primeira etapa do processo de identificação dos corpos.

O trabalho da polícia forense começou pouco antes de um trem levando 251 cadáveres e 86 partes de corpos chegar a Kharkiv, no nordeste da Ucrânia. Providências estão sendo tomadas para transferir os corpos a Amsterdã, na Holanda, onde serão feitas as identificações com base em registros fornecidos pelas famílias.

Apesar de a polícia afirmar que os 44 malaios que estavam a bordo da aeronave morreram, familiares insistem que não podem dar o caso por encerrado sem que haja uma confirmação. "Nossa cultura, como a maioria das culturas, defende que as pessoas têm o direito a um enterro adequado e decente. Algumas pessoas dirigem-se anualmente a esses locais para fazer orações. Isso é muito, muito importante para nós", disse o chefe da perícia, Narenasagran Thangabeloo.

Narenasagran, que está liderando os esforços forenses na Malásia, afirmou que é importante para a polícia reunir provas na eventualidade de um processo criminal contra os responsáveis pela queda avião. Além das amostras de DNA, profissionais registraram detalhes sobre o vestuário e objetos pessoais de cada um dos falecidos, sinais de nascença, arcada dentária e outras informações.

A identificação também pode ser necessária por questões relacionadas a seguros e indenizações. Entretanto, nem todas as famílias foram imediatamente capazes de oferecer amostras de DNA e descrições.


Acompanhe tudo sobre:Setor de transporteAviaçãoacidentes-de-aviaoUcrâniaMalaysia Airlines

Mais de Mundo

Milhões vão às ruas contra Trump e ampliam pressão às vésperas das eleições de meio de mandato

Indonésia proíbe redes sociais para menores de 16 anos

México localiza embarcações desaparecidas que levavam ajuda Cuba

Às vésperas da Páscoa, Nestlé denuncia roubo de 12 toneladas de KitKat