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Colômbia diz que seguirá trabalhando com os EUA contra o narcotráfico

A declaração da Colômbia de continuar trabalhando com os EUA na luta contra as drogas ocorre em meio ao desgaste das relações bilaterais entre Washington e Bogotá

Colômbia: os ministros da Justiça, Andrés Idárraga Franco, e do Interior, Armando Benedetti, gravaram vídeo ratificando desejo do governo do país (X/@MinjusticiaCo/Reprodução)

Colômbia: os ministros da Justiça, Andrés Idárraga Franco, e do Interior, Armando Benedetti, gravaram vídeo ratificando desejo do governo do país (X/@MinjusticiaCo/Reprodução)

Publicado em 6 de janeiro de 2026 às 08h28.

O governo da Colômbia ratificou na última segunda-feira, 5, a vontade de continuar “coordenando e cooperando” com os Estados Unidos na luta contra os grupos criminosos e cartéis do narcotráfico, com base na assistência econômica, tecnológica e de inteligência americana.

“Vamos continuar coordenando e cooperando na luta contra o narcotráfico, com base na inteligência e na tecnologia deles para destruir laboratórios, estruturas criminosas e seus acampamentos”, disse em vídeo o ministro do Interior, Armando Benedetti.

De acordo com a declaração oficial, que foi corroborada pelo ministro da Justiça interino, Andrés Idárraga, “a luta contra o narcotráfico deve continuar sendo travada em conjunto com a tecnologia e todos os avanços em matéria de cooperação” que o governo americano possa oferecer à Colômbia.

A cooperação se concentrará com maior força na fronteira entre Colômbia e Venezuela e onde estão presentes dissidentes das extintas Farc e do Exército de Libertação Nacional (ELN).

“Continuaremos enfatizando a luta contra esse flagelo, particularmente na fronteira entre Colômbia e Venezuela”, acrescentou o ministro da Justiça.

O ministro da Defesa, Pedro Sánchez, afirmou hoje que este é um momento oportuno e histórico para continuar combatendo os grupos ilegais e a rede da economia ilícita do narcotráfico.

“Hoje temos uma oportunidade de ouro para investir ainda mais no fortalecimento da cooperação internacional entre os diferentes governos e o da Colômbia na luta contra um inimigo comum, que é o narcotráfico. Que vençam as nações e percam os criminosos”, afirmou.

Desgaste na relação Colômbia e EUA

A declaração da Colômbia de continuar trabalhando com os EUA na luta contra as drogas ocorre em meio ao desgaste das relações bilaterais entre Washington e Bogotá, que têm sido afetadas pela troca frequente de mensagens entre o presidente colombiano, Gustavo Petro, e o americano, Donald Trump, praticamente desde que o último iniciou seu segundo mandato na Casa Branca, há quase um ano.

Na segunda-feira, o presidente colombiano ameaçou voltar a pegar em armas, se necessário, como nos seus anos de guerrilheiro, para defender a soberania do seu país da “ameaça ilegítima” feita pelo presidente americano, que no domingo comentou a jornalistas a bordo do Air Force One que, tal como a Venezuela, “a Colômbia também está muito doente”.

Referindo-se a Petro, Trump disse que o país é “governado por um homem doente que gosta de fabricar cocaína e vendê-la aos EUA, e isso é algo que ele não vai fazer por muito tempo”.

Quando questionado se isso significa que poderia haver uma operação dos EUA na Colômbia, como a que foi feita na Venezuela contra Nicolás Maduro - que foi capturado com sua esposa Cilia Flores e ambos levados à justiça em Nova York -, Trump respondeu: “Isso me parece bem”.

“Não sou ilegítimo, nem sou narcotraficante, só tenho como bem minha casa familiar, que ainda pago com meu salário. Meus extratos bancários foram divulgados. Ninguém pode dizer que gastei mais do que meu salário. Não sou ganancioso”, afirmou Petro ao rejeitar as acusações de narcotráfico feitas por Trump contra ele.

*Com informações da EFE

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