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China prende mais de 200 envolvidos em escândalo bancário

Quatro bancos haviam suspendido saques em dinheiro e congelaram fundos de milhares de correntistas, o que provocou violentos protestos
Yuan: China prende mais de 200 envolvidos em escândalo bancário (SOPA Images / Colaborador/Getty Images)
Yuan: China prende mais de 200 envolvidos em escândalo bancário (SOPA Images / Colaborador/Getty Images)
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Agência O GloboPublicado em 30/08/2022 às 06:42.

A polícia chinesa prendeu mais de 200 pessoas ligadas a um dos maiores escândalos bancários do país, provocando protestos em massa incomuns.

Em abril, após serem acusados ​​de má gestão pelas autoridades reguladoras, quatro bancos na província central de Henan suspenderam saques em dinheiro e congelaram os fundos de centenas de milhares de clientes, provocando protestos, que por vezes terminaram em violência.

A polícia disse, nessa segunda-feira, que prendeu 234 pessoas em conexão com o escândalo e está fazendo "progressos significativos" na recuperação de fundos roubados.

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"Um grupo criminoso controlava ilegalmente quatro bancos municipais e é suspeito de ter cometido uma série de crimes graves", disse a polícia da cidade de Xuchang, em comunicado nesta segunda-feira.

O setor bancário rural da China foi duramente atingido pelas medidas financeiras adotadas por Pequim, para conter a bolha imobiliária e o endividamento crescente do setor, que repercutiram em toda a economia nacional.

Os reguladores têm oferecido gradualmente reembolsos aos clientes desde meados de abril.

Na segunda-feira, o regulador bancário e de seguros de Henan prometeu devolver o dinheiro a partir desta semana para todos que tinham 400.000 a 500.000 yuans (R$ 290 mil a R$ 360 mil) em depósito. Clientes com valores menores já receberam seu dinheiro.

A escala da fraude, aparentemente crescendo ao longo de mais de uma década, desferiu um golpe sem precedentes na confiança do público no sistema financeiro da China, disseram analistas.

Um grande protesto de clientes, em 10 de julho, na capital da província de Zhengzhou, foi violentamente disperso pela polícia, que espancou e forçou manifestantes a entrar em ônibus, de acordo com relatos de testemunhas.

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