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China impõe novas regras e endurece fiscalização sobre drones de consumo

Governo reforçou a fiscalização de voos em baixa altitude, ampliou exigências legais e passou a exigir autorização prévia

Defesa: tecnologia conecta múltiplas plataformas e acelera decisões em operações de segurança no continente. (Freepik IA )

Defesa: tecnologia conecta múltiplas plataformas e acelera decisões em operações de segurança no continente. (Freepik IA )

China2Brazil
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Agência

Publicado em 13 de fevereiro de 2026 às 15h19.

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A China passou a aplicar, em 2026, um novo padrão de regulação para drones de consumo. O governo reforçou a fiscalização de voos em baixa altitude, ampliou exigências legais e passou a exigir registro, autorização prévia em áreas controladas e respeito a limites de altitude. A medida busca reduzir voos irregulares e padronizar o uso desses equipamentos no país.

Os drones de consumo se popularizaram na China ao longo dos últimos anos, sobretudo para fotografia aérea. A DJI liderou esse processo e se tornou a principal fabricante do setor. Após um período de uso pouco regulado, o governo iniciou uma reorganização nacional das regras de operação.

Desde o fim de 2025, as autoridades intensificaram operações contra voos irregulares em grandes altitudes. Em 2024, entrou em vigor o Regulamento Provisório de Gestão de Voos de Aeronaves Não Tripuladas, que passou a exigir registro nominal dos drones e autorização para voos em áreas controladas, como regiões acima de 120 metros, arredores de aeroportos, áreas densamente povoadas e locais sensíveis.

Em 1º de fevereiro de 2026, Xangai implantou um sistema integrado de controle do espaço aéreo de baixa altitude. Drones micro, leves e pequenos podem voar em áreas autorizadas após registro. Em áreas controladas, o operador precisa de aprovação prévia. Parques públicos passaram a funcionar como zonas de voo autorizadas, com agendamento.

A legislação também endureceu as punições. Desde janeiro de 2026, violações relevantes das regras do espaço aéreo podem resultar em detenção de cinco a dez dias. Com isso, voos ilegais passaram a gerar sanções administrativas diretas.

As novas regras já impactam o mercado. Em janeiro de 2026, mais de 60 mil drones estavam à venda em plataformas de segunda mão, alta de 200% em um ano. O movimento indica retração no número de usuários ativos.

Diante da pressão sobre o setor, a DJI ampliou a atuação em equipamentos de imagem, como câmeras com estabilização e modelos panorâmicos, e passou a disputar espaço com a Insta360. Dados da IDC indicam que a empresa também entrou no mercado de robôs aspiradores, onde ficou em sexto lugar na China no trimestre de estreia.

No plano técnico, dois padrões nacionais passaram a valer em 2026. Um impede o voo de drones não ativados ou com registro cancelado. O outro exige a transmissão contínua de identidade, posição e status do equipamento às autoridades durante o voo. A expectativa do governo é reduzir as infrações desde a compra até o uso.

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