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China defende nova rodada de diálogos após acordo entre EUA e Irã

Governo chinês elogiou o memorando e pediu concessões mútuas na próxima fase das conversas

Publicado em 18 de junho de 2026 às 08h22.

A China afirmou nesta quinta-feira que recebeu com satisfação a assinatura do acordo-quadro entre Estados Unidos e Irã para encerrar o conflito no Oriente Médio e defendeu a continuidade das negociações entre os dois países.

Os presidentes Donald Trump e Masoud Pezeshkian formalizaram o memorando na quarta-feira. Pelo acordo, Teerã se compromete a reduzir seu estoque de urânio enriquecido em troca da suspensão de sanções americanas.

Em entrevista coletiva, o porta-voz da chancelaria chinesa, Lin Jian, afirmou que Pequim espera que as duas partes cumpram os compromissos assumidos e avancem para uma nova etapa de negociações.

Segundo Lin, a China espera que Washington e Teerã façam concessões durante a próxima rodada de conversas, que deverá tratar de temas mais sensíveis, como a redução do estoque de urânio altamente enriquecido do Irã sob supervisão da Agência Internacional de Energia Atômica.

O acordo também prevê a reabertura do Estreito de Ormuz e o fim do bloqueio americano aos portos iranianos, medidas consideradas centrais para a retomada do comércio na região.

China apoiou mediação do Paquistão

Pequim também voltou a elogiar o papel do Paquistão nas negociações. O primeiro-ministro Shehbaz Sharif tem atuado como mediador do processo ao lado do Catar.

A China já havia manifestado apoio aos esforços diplomáticos de Islamabad. Em maio, o presidente Xi Jinping recebeu Sharif em Pequim para discutir alternativas para encerrar o conflito iniciado em fevereiro após os ataques dos Estados Unidos e de Israel contra o Irã.

*Com AFP

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