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Chanceler venezuelano cobra reação da Celac após ataque dos EUA

Yván Gil pede posição firme do bloco regional e defende libertação de Nicolás Maduro e Cilia Flores

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, e o presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, em imagens de arquivo; relação entre os dois países voltou ao centro do debate após operação americana e a captura do líder venezuelano

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, e o presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, em imagens de arquivo; relação entre os dois países voltou ao centro do debate após operação americana e a captura do líder venezuelano

Publicado em 4 de janeiro de 2026 às 17h51.

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O ministro das Relações Exteriores da Venezuela, Yván Gil, pediu neste domingo que a Comunidade de Estados Latino-Americanos e Caribenhos (Celac) adote uma posição mais firme diante do que classificou como uma “agressão” dos Estados Unidos, após a ofensiva militar ordenada pelo presidente Donald Trump contra Caracas e outras regiões do país, que resultou na captura do presidente Nicolás Maduro e de sua esposa, Cilia Flores.

Segundo a Agência EFE, o chanceler afirmou, durante participação virtual em uma cúpula extraordinária da Celac transmitida pela emissora estatal Venezolana de Televisión (VTV), que o silêncio do bloco equivaleria a conivência. “Os países da Celac devem dar um passo à frente. Calar-se diante dessa agressão é endossá-la. A Celac não pode hesitar nem se dividir entre condenações tímidas e silêncios cúmplices”, declarou.

Gil defendeu que o organismo regional exija a “libertação imediata e incondicional” de Maduro e Flores, transferidos no sábado para os Estados Unidos após a operação que levou à prisão do casal. De acordo com a EFE, o ministro denunciou que a ação teria provocado a morte de civis e militares, embora não tenha informado números, assim como outras autoridades venezuelanas.

Ainda conforme a EFE, o chefe da diplomacia venezuelana acusou os Estados Unidos de violar o direito internacional humanitário. Segundo ele, os ataques teriam atingido pessoas que não participavam das hostilidades, contrariando princípios como distinção entre combatentes e civis, proporcionalidade e necessidade militar.

Gil também afirmou que a Celac precisa reconhecer que a Venezuela segue sob ameaça e, por isso, cobrou dos países-membros uma atuação para restabelecer a legalidade internacional. Para ele, isso inclui a retirada imediata das forças militares dos Estados Unidos no Caribe, onde Washington mantém um destacamento aeronaval desde agosto de 2025.

O governo da Colômbia convocou uma reunião dos ministros das Relações Exteriores da Celac com o objetivo de definir uma resposta conjunta ao ataque militar americano e articular uma posição regional.

No sábado, o Tribunal Supremo de Justiça da Venezuela determinou que a vice-presidente Delcy Rodríguez assumisse interinamente a Presidência da República. A decisão tornou Rodríguez a primeira mulher a chefiar o Executivo venezuelano e recebeu apoio da Força Armada Nacional Bolivariana.

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