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Berlim afirma que blindar fronteiras não resolve crise

O porta-voz alemão acrescentou que a resposta só pode estar em "uma proteção efetiva e no controle das fronteiras externas"


	Refugiados na UE: "Precisamos de uma solução em nível europeu. A solução não é somente nas fronteiras nacionais entre um país A e um país B"
 (Michaela Rehle/Reuters)

Refugiados na UE: "Precisamos de uma solução em nível europeu. A solução não é somente nas fronteiras nacionais entre um país A e um país B" (Michaela Rehle/Reuters)

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Da Redação

Publicado em 4 de janeiro de 2016 às 13h51.

Berlim - O governo alemão ressaltou nesta segunda-feira a necessidade de uma atuação em nível europeu para fazer frente ao fluxo de refugiados e pediu a melhora da proteção das fronteiras comunitárias exteriores, afirmando que a solução para a crise não passa por cercar os limites territoriais nacionais.

"Precisamos de uma solução em nível europeu. A solução não é somente nas fronteiras nacionais entre um país A e um país B", declarou em entrevista coletiva rotineira o porta-voz do Executivo alemão, Steffen Seibert, ao se referir ao restabelecimento provisório por parte da Dinamarca dos controles fronteiriços com a Alemanha.

Ele acrescentou que a resposta só pode estar em "uma proteção efetiva e no controle das fronteiras externas".

Neste sentido, ressaltou que a medida tomada pela Dinamarca é mais um exemplo de que o que se necessita é uma "solução comum em nível europeu" que permita "melhorar a proteção das fronteiras externas e resguardar Schengen".

Contudo, Seibert lembrou que cada estado-membro da União Europeia (UE) pode decidir sobre as medidas que considere pertinentes "sob sua responsabilidade e no marco do direito europeu".

O porta-voz de Relações Exteriores, Martin Schäfer, por sua vez, ressaltou que "a liberdade de movimento na Europa e na UE é um bem muito prezado, talvez a maior conquista dos últimos 60 anos" no continente.

"Schengen é muito importante, mas está em perigo" por conta do fluxo de refugiados com o qual o bloco teve dificuldades de lidar nos últimos meses, acrescentou.

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