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Argentina assina acordo de comércio e investimento com os EUA

O acordo prevê redução de tarifas e barreiras comerciais, estímulo a investimentos e avanços em áreas como tecnologia, energia, mineração, agro e comércio digital

Publicado em 5 de fevereiro de 2026 às 15h43.

O governo da Argentina assinou nesta quinta-feira, 5, um acordo de comércio e investimento recíproco com os Estados Unidos. A assinatura ocorreu em Washington e foi anunciada pelo chanceler argentino Pablo Quirno, que participa de compromissos oficiais na capital americana.

O acordo foi concluído após vários meses de negociações e tem como objetivo facilitar o intercâmbio econômico entre os dois países. A estratégia envolve a redução de tarifas e barreiras regulatórias, com foco em ampliar investimentos e aprofundar a integração comercial em setores considerados estratégicos.

Em novembro do ano passado, a Casa Branca já havia anunciado um acordo que serviu de base para o tratado agora formalizado. Esse texto preliminar estabelecia diretrizes sobre tarifas, eliminação de barreiras não tarifárias, normas técnicas, avaliação de conformidade, propriedade intelectual, acesso a mercados agrícolas, temas trabalhistas, meio ambiente, segurança econômica, subsídios, empresas estatais e comércio digital.

O anúncio da assinatura ocorreu após uma reunião entre Quirno e o representante de Comércio dos Estados Unidos, Jamieson Greer. Os detalhes finais do acordo ainda não foram divulgados.

Principais pontos do acordo entre Argentina e EUA

Segundo o jornal argentino Clarín, o acordo firmado entre Argentina e Estados Unidos prevê a eliminação ou redução de tarifas e entraves regulatórios, com o objetivo de facilitar o comércio e estimular investimentos bilaterais.

A iniciativa deve permitir aos EUA acesso preferencial a setores como máquinas, tecnologia, dispositivos médicos e produtos farmacêuticos, ao mesmo tempo em que busca ampliar o fluxo de investimentos entre os dois países.

No setor agropecuário, a Argentina se compromete a autorizar a entrada de gado vivo e aves provenientes dos Estados Unidos, com a simplificação de exigências sanitárias, enquanto as duas partes pretendem ampliar o acesso bilateral ao mercado de carne bovina.

O tratado também busca estimular investimentos em recursos naturais, com destaque para minerais críticos e projetos ligados à área de energia, considerados estratégicos para o desenvolvimento econômico e industrial.

Na área digital, o acordo estabelece que a Argentina reconhecerá os Estados Unidos como jurisdição adequada para a transferência internacional de dados e "evitará discriminação contra serviços digitais americanos".

As duas partes também concordaram em proibir importações produzidas com trabalho forçado e em reforçar compromissos relacionados à propriedade intelectual, incluindo o fortalecimento da proteção de patentes, especialmente no setor farmacêutico, e o combate à falsificação de produtos.

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