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Anonymous ataca sites para frear execução de jovem ativista

Grupo fez uma chamada à comunidade internacional para que jovem detido por participar de uma manifestação não seja executado na Arábia Saudita


	Anonymous: em novo ataque, foram afetadas páginas de ministérios sauditas
 (Jean-Philippe Ksiazek/AFP)

Anonymous: em novo ataque, foram afetadas páginas de ministérios sauditas (Jean-Philippe Ksiazek/AFP)

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Da Redação

27 de setembro de 2015, 10h56

Cairo - O grupo Anonymous lançou um ataque cibernético contra sites oficiais do governo da Arábia Saudita como parte de uma campanha contra a possível execução do jovem Ali Mohammed al Nimr, detido por participação em uma manifestação em 2012.

Foram afetadas as páginas de diferentes ministérios sauditas, entre elas a do departamento de Justiça, que até agora não tem acesso liberado.

O site do ministério de Relações Exteriores já voltou a funcionar "após passar quase 10 horas bloqueado", informou o Anonymous em comunicado no Twitter, sob o hashtag #OpNimr.

O grupo faz uma chamada à comunidade internacional para que pressione as autoridades sauditas e que estas não executem o jovem, detido quando era menor de idade e condenado à morte em maio de 2014.

Al Nimr foi detido durante um protesto contra o governo (sunita) na província de maioria xiita de Qatif e acusado, entre outras coisas, de participar de uma manifestação ilegal, insultar o rei e pronunciar sermões religiosos que "perturbam" a união nacional.

Essa região foi tradicionalmente palco de manifestações antigovernamentais, em protesto pela discriminação e marginalização legal sofrida pelos xiitas.

A Federação Internacional de Direitos Humanos (FIDH) já pediu, em comunicado há três dias, às autoridades da Arábia Saudita que anulem a pena de morte imposta ao jovem Al Nimr.

Segundo a organização Human Rights Watch, uma centena de pessoas foram executadas na Arábia Saudita desde o começo deste ano, um número muito superior às 88 execuções registradas em 2014.