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África do Sul defende expansão chinesa no continente

Sul-africanos não acreditam que Pequim exerça uma política neocolonial sobre a região

Jacob Zuma (esquerda), presidente da África do Sul, cumprimenta Wen Jiabao, primeiro-ministro chinês (Adrian Bradshaw/AFP)

Jacob Zuma (esquerda), presidente da África do Sul, cumprimenta Wen Jiabao, primeiro-ministro chinês (Adrian Bradshaw/AFP)

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Da Redação

Publicado em 25 de agosto de 2010 às 11h34.

Pequim - A África do Sul é a favor do crescente investimento chinês no continente africano, por considerar que Pequim não aplica uma política neocolonial e por enxergar o movimento como benéfico, afirmou o ministro sul-africano do Comércio, Rob Davies, em entrevista publicada nesta quarta-feira pelo Financial Times.

A presença expansiva da China na África "só pode ser boa", porque aumentará a concorrência pelos recursos e pela influência no continente, estimou Davies.

"Nós já não precisamos confirmar o que está debaixo de nossos narizes; agora temos alternativas e isso nos beneficia", argumentou o ministro, que faz parte da delegação sul-africana atualmente em visita à China.

Segundo Davies, uma resposta apropriada aos ocidentais que acusam a China de dar continuidade ao neocolonialismo na África seria: "olha quem está falando".

A China tem sido alvo de críticas por ter apoiado governos em lugares como o Sudão e o Zimbábue, e por dar mais importância à exploração de recursos do que aos direitos humanos ou ao meio ambiente.

O presidente sul-africano, Jacob Zuma, que viajou à China acompanhado de uma delegação de 350 empresários e ministros, declarou que o colosso asiático é um "sócio estratégico chave para a África do Sul", segundo o FT.

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