Vinho: item importado da Europa deve ficar mais barato com acordo entre Mercosul e União Europeia (Mensent Photography/Getty Images)
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Publicado em 10 de janeiro de 2026 às 09h00.
A União Europeia aprovou nesta sexta-feira, 9, o acordo de livre-comércio com o Mercosul.
Negociado há mais de 25 anos, o acordo comercial é considerado o maior para o bloco composto pelo Brasil, Argentina, Paraguai e Uruguai.
Um dos efeitos práticos do acordo, ainda pendente de assinatura, é a redução das alíquotas do imposto de importação, o que pode baratear produtos europeus no Brasil.
Em nota, o Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços disse que o acordo irá reunir "cerca de 720 milhões de pessoas e Produto Interno Bruto (PIB) de mais de US$ 22 trilhões".
Em seu perfil no X, o presidente Lula disse que o texto aprovado "amplia alternativas para exportações brasileiras e investimentos produtivos europeus e simplifica regras comerciais para os dois lados".
Além de atuar na exportação de produtos brasileiros, o acordo também estabelece novas condições para a importação de produtos produzidos na União Europeia.
O acordo anunciado nesta sexta-feira, 9, estabelece que itens terão suas tarifas diminuídas ao longo dos anos, fazendo com que alguns produtos importados da Europa fiquem mais baratos no Brasil.
A versão de setembro de 2025 do acordo estabelece as categorias de produtos e itens que terão suas tarifas reduzidas gradativamente ao longo dos próximos anos.
Itens da categoria 8, como o vinho, por exemplo, estão com um plano de eliminação de tarifa em oito anos.
O objetivo é que o valor já caia 20% no primeiro ano de acordo e vá caindo progressivamente até atingir a marca de 100% de tarifa eliminada no oitavo ano.