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Quem são as crianças que investem na Bolsa

O número de jovens até 15 anos tem aumentado na Bolsa. Algumas já até ensinam que investir não é brincadeira de criança

Cerca de 13 mil jovens até 15 anos investem na bolsa brasileira. Há 10 anos, o número não passava de 2.000. O crescimento de crianças e adolescentes na Bolsa é reflexo do aumento geral de novos investidores no mercado. Há uma década, a bolsa não tinha 500 mil investidores. Atualmente, são cerca de 3 milhões. 

O aumento dos novos investidores se deve principalmente à redução da taxa básica de juros no país. Em 2010, a Selic estava em 10% ao ano. Hoje, ela está em 2% ao ano. Com os cortes seguidos na taxa básica de juros, o brasileiro tem encontrado na renda variável uma opção para ter retornos mais atraentes. 

A alta do Ibovespa nos últimos anos também tem ajudado. Em 2019, o principal índice da B3 acumulou alta de 31,58%, depois ter subido 15% em 2018. Em 2017, a alta foi de 26,86%, enquanto em 2016, foi de 38,93%. Somado a isso, aprender sobre como investir está cada vez mais acessível. Na internet, há uma série de cursos, vídeos e materiais disponíveis.

O interesse do público infanto-juvenil no mercado financeiro já fez surgir alguns produtos específicos para este nicho. O banco Inter, por exemplo, lançou no mês passado uma conta Kids, que dá acesso à plataforma de investimento do banco, possibilitando o investimento em modalidades como renda fixa (CDB, LCI e LCA), fundos de investimento, previdência privada, renda variável e ofertas públicas. O next, do Bradesco, também lançou uma conta voltada para crianças e adolescentes até 17 anos. O produto foi lançado em parceria com a Disney para promover a educação financeira de maneira lúdica. A expectativa é alcançar até o final do ano a marca de 300 mil clientes. 

EXAME conversou com dois jovens que começaram a investir na bolsa ainda na infância. Confira:

Influencer mais novo do mercado

Aos 12 anos, Felipe Molero fala de investimentos como gente grande. Pelas redes sociais, o jovem compartilha dicas de investimentos para quem está iniciando no mercado. Conhecido como “Kid Investor”, ele tem 46 mil seguidores no Instagram e 14 mil no Youtube. O interesse pelo assunto surgiu aos 9 anos. “Ficava pensando como alguém pode ter tanto dinheiro para comprar mansões e carrões. E descobri que o dinheiro surge tanto pelo empreendedorismo como por investimento.”

Querendo aprender sobre o assunto, Felipe decidiu buscar informações por conta própria por meio de livros e vídeos na internet. Munido de informações, ele pediu ao pais para abrir uma conta em uma corretora. “Eles não investiam e acharam que meu pedido era uma brincadeira de criança.” Após muita insistência,  eles autorizaram.

Mas antes de abrir a conta, o jovem armou um plano para conseguir levantar capital e ter dinheiro para investir. Foi na escola que ele conseguiu o dinheiro por meio da venda de livros usados e de doces entre os colegas. “Em um dos eventos da escola, eu decidi que venderia sucos. Para ser diferente coloquei seco gelo no copo. A minha mãe fez o marketing passeando pela escola. Naquele dia, consegui mais de 500 reais.”

Com o dinheiro em mãos, Felipe fez seu primeiro investimento. A escolha foi por fundos imobiliários incentivado pelo pagamento de dividendos. Foi em março, quando chegou à pandemia de coronavírus, que o jovem comprou suas primeiras ações. A escolha pelos papéis da Petrobras que estavam bem descontados. Ele investe também na Taesa, Metal Leve, Itaúsa, BR Malls, além de ETFs. “A minha carteira é modesta.” Se os investimentos ainda são pequenos, o sonho é grande. Felipe planeja ser gestor do seu próprio fundo de hedge. 

Do patins à bolsa

Foi o desejo de ganhar um par de patins que levou Carolina Bartunek, 18, a começar a investir na bolsa. Aos 12 anos, ela pediu ao pai que lhe desse este presente de Natal.  A resposta que ouviu era que se ela pegasse aquele dinheiro, investisse e tivesse um pouco de paciência, logo ela teria como comprar dois pares de patins. “Dois com certeza é melhor que um”, brinca a jovem.

A proposta foi feita por Florian Bartunek, um dos gestores mais renomados do país e pai de Carolina. “Foi assim que ele começou a explicar o que era ação e como poderíamos ser sócio comprando um pedacinho da empresa.”

O segundo ensinamento foi sobre como escolher as empresas para investir. Carolina optou por ações de empresas em que é familiarizada, como Google, Nike e Apple. “Comprei BDRs de empresas que estão no meu dia a dia.” Com o passar dos anos e aprendendo como investir e montar uma carteira, Carolina montou um grupo na escola para discutir e trocar informações com os colegas. “O clube de investimentos” tem cerca de 20 jovens. “Nós somos uma geração de imediatistas. Queremos o resultado logo. Mas no mercado é importante estudar e ter calma.” Carolina gostou tanto de aprender sobre finanças que planeja estudar economia no próximo ano.

 

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