Banco Central vai aprovar WhatsApp Pay, diz Campos Neto

Presidente do BC afirmou que a proposta inicial do Facebook foi considerada grande demais para ser acelerada

O presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto, disse que WhatsApp terá seu recurso de pagamento aceito em um processo regulatório normal, uma vez que as preocupações com a concorrência e proteção de dados estão atenuadas.

“Será aprovado”, disse Campos Neto a Erik Schatzker no Fórum Bloomberg Emerging + Frontier na quarta-feira. A empresa busca liberação da parceria com a MasterCard e a Cielo, mesmo enquanto o Banco Central discute alternativas com outros participantes.

Depois do anúncio do WhatsApp Pay em junho, o Banco Central considerou a proposta do Facebook grande demais para ser acelerada. “Foi um arranjo grande, com mais de 100 milhões de pessoas, então poderia influenciar o mercado”, disse Campos Neto. “Então, pedimos a eles que seguissem a trilha normal de autorização como qualquer outro acordo.”

Desde que o banco suspendeu o sistema de pagamento do WhatsApp por questões regulatórias, Campos Neto disse que o avanço tem sido feito por meio de conversas. “A principal preocupação que tínhamos era se isso iria promover a competição e proteger os dados das pessoas”, disse ele.

Campos Neto disse que conversou com a Alphabet sobre como fazer o Google Pay disponível no Brasil, bem como com o CEO do Paypal, Daniel Schulman. Quando perguntado se o WeChat – mídia social chinesa e aplicativo de pagamento móvel de propriedade de Tencent Holdings – também poderia tentar entrar no país, ele disse que embora todas as empresas sejam bem-vindas, o banco vai olhar para a “fragmentação do mercado”, porque quando “há aglomerados independentes, eles não estão conectados e torna-se muito difícil para o Banco Central monitorar.”

Os pagamentos são um elemento-chave do plano de longo prazo do WhatsApp para oferecer comércio dentro do aplicativo. Mais de 5 milhões de comerciantes em todo o mundo usam uma versão empresarial do aplicativo de mensagens e, em países como Índia e Brasil, o WhatsApp serve como a principal ou única presença online para muitos varejistas pequenos.

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