Voos mais caros: efeito da alta do preço do combustível (Freepik)
Redação Exame
Publicado em 20 de julho de 2026 às 16h44.
O brasileiro pagou, em média, R$ 660,54 por trecho de passagem aérea em junho, segundo o mais recente painel de tarifas da Anac. O valor considera todas as rotas domésticas e já está atualizado pelo IPCA.
Na comparação anual, a alta foi de 0,3% em relação a junho de 2025. Frente a junho de 2024, o aumento acumulado chega a 3,1%.
Em março, a tarifa média chegou a superar R$ 700, alta puxada em parte pelo cenário de conflitos internacionais que pressionou o setor globalmente.
O maior salto do período veio do QAV, o combustível de aviação. O litro custou R$ 5,66 em junho, valor 57,6% maior do que o registrado em junho de 2025. Na comparação com junho de 2024, a alta chega a 34,1%.
O combustível é um dos principais componentes de custo das companhias aéreas e pressiona diretamente o preço final repassado ao passageiro.
Apesar da tarifa média de R$ 660,54, a maior parte dos assentos vendidos em junho ficou abaixo desse valor. Do total comercializado no mês, 47,2% dos assentos saíram por menos de R$ 500.
No outro extremo, 6,3% dos bilhetes foram vendidos por mais de R$ 1,5 mil. Ao todo, cerca de 65% das passagens vendidas ao público geral ficaram abaixo da tarifa média do mês.
O aperto de custos também tem cobrado seu preço das companhias. A Gol recentemente reformulou sua estrutura de tarifas, criando categorias como Basic, Light, Classic e Flex para voos domésticos e internacionais.
O setor ainda lida com os efeitos de reestruturações recentes. Azul, Gol e Latam passaram por processos de recuperação judicial nos últimos anos.
O cálculo da Anac considera todos os bilhetes domésticos comprados em junho, rota a rota, levando em conta apenas o valor pago pelo transporte aéreo. Taxas de embarque e serviços à parte, como despacho de bagagem e marcação de assento, ficam de fora da conta.
Também não entram no cálculo os bilhetes comprados com descontos que não estão disponíveis ao público geral, como passagens de milhagem, tarifas corporativas e passagens de funcionários de companhias aéreas.