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Tátil apresenta processo de criação coletiva da marca Rio 2016

Mais de 100 pessoas atuaram no desenvolvimento do case, que demandou seis meses de trabalho

Marca olímpica: pilares foram espírito olímpico, diversidade harmônica, energia e natureza exuberante do Rio de Janeiro (Divulgação)

Marca olímpica: pilares foram espírito olímpico, diversidade harmônica, energia e natureza exuberante do Rio de Janeiro (Divulgação)

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Da Redação

Publicado em 9 de fevereiro de 2011 às 11h32.

São Paulo - A Tátil Design, criadora da marca Rio 2016, apresentou na noite dessa terça-feira (9), pela primeira vez, detalhes do processo criativo que deu origem ao logo das Olimpíadas no Brasil. Liderada pelo diretor de criação Fred Gelli, a equipe da agência compareceu em peso ao auditório Profª Aylsada Munhoz da ESPM (Escola Superior de Propaganda e Marketing), em São Paulo, durante um ciclo de palestras promovido pela instituição, para falar sobre o que norteou o desenvolvimento da marca não-comercial mais conhecida do mundo.

Durante dois meses, as equipes de Rio de Janeiro e de São Paulo se reuniram semanalmente para desenvolver a marca. Foram criadas mais de 50 logotipos até chegar ao atual, e cerca de cem pessoas trabalharam no projeto. Após o período de criação, foram mais quatro meses para finalizar a marca. “Reunimos a equipe de estratégia e iniciamos um exercício: 'vamos criar um planeta chamado Rio. O que seus habitantes vestiriam? Que músicas ouviriam, o que comeriam?'. Queríamos mostrar outro Rio de Janeiro, além da imagem já consolidada. Buscamos conceitos na filosofia, na história e na moda para dar estofo”, conta Tânia Savaget, diretora de estratégia da Tátil.

Quatro pilares deveriam ser a base para a criação da marca: o espírito olímpico, a diversidade harmônica, a energia contagiante e a natureza exuberante do Rio de Janeiro. “Entendemos que a marca deveria ser humana. O Comitê Olímpico queria trabalhar a persona do carioca. O abraço, o calor humano, características da cidade que estão acima do cartão-postal”, explica Gelli.

No dia 2 de setembro, quando a agência recebeu a confirmação de que sua marca tinha sido escolhida, foi preciso montar um sistema de segurança absolutamente rigoroso: numa sala de 12m², a “sala branca”, eram guardadas todas as informações sobre o projeto, na qual só tinham acesso cerca de 20 pessoas, que tinham uma linha exclusiva de internet com o escritório do Comitê Olímpico. Todos os papeis utilizados eram triturados no final do dia. “O negócio era obsessivo, confidencialidade absoluta. Parecia estratégia de filme James Bond”, brinca Gelli. O público só veio conhecer a marca Rio 2016 no dia 31 de dezembro, durante as comemorações de Ano Novo no Rio de Janeiro.

Sobre as polêmicas de plágio e as comparações com o quadro “A dança”, do pintor francês Matisse, e com a logomarca da Telluride Foundation (organização não-governamental da cidade de mesmo nome, em Colorado, nos Estados Unidos), o diretor de criação da Tátil é didático.

“Passei 10 dias respondendo a jornalistas do mundo todo. Não tínhamos visto a outra marca. Meu argumento foi de que trabalhamos sob três pilares: a marca representa um signo universal, de pessoas se abraçando, que você encontra na arte rupestre, entre outras. Matisse bebeu na mesma fonte, assim como tantos outros. É uma esfera de arquétipos. Outro ponto é que o projeto passou pela sabatina mais radical que uma marca pode passar no mundo. E, por último, o vídeo sobre o nosso processo de criação. Foi didático para o mercado de design”, afirma.

O contrato da agência com o Comitê Olímpico segue pelos próximos seis meses.

Assista ao making-of da criação da marca

[vimeo http://www.vimeo.com/18331485 w=590&h=332]

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