Marketing

Nova plataforma da Squid promete 'match perfeito' entre criadores e marcas

Nova estrutura combina inteligência artificial, dados proprietários e automação para escalar campanhas com influenciadores e apoiar decisões de negócios

Squid: com executivos vindos de big techs, a empresa desenvolveu uma plataforma que combina IA e dados para conectar marcas e influenciadores (Divulgação)

Squid: com executivos vindos de big techs, a empresa desenvolveu uma plataforma que combina IA e dados para conectar marcas e influenciadores (Divulgação)

Soraia Alves
Soraia Alves

Repórter de Marketing

Publicado em 5 de junho de 2026 às 10h00.

À medida que a creator economy concentra fatias cada vez maiores dos investimentos em publicidade, cresce também a cobrança dos anunciantes por resultados tangíveis em relação ao marketing de influência. É nesse contexto que a Squid, empresa brasileira com mais de 10 anos de atuação no setor, reformulou a sua operação com a criação do Squid OS, uma plataforma baseada em inteligência artificial e análise de dados que promete transformar o volume de informações geradas pelas redes sociais em uma ferramenta de apoio às decisões das marcas.

De acordo com dados do banco Goldman Sachs, o investimento em mídia social deve gerar uma receita de US$ 460 bilhões até 2027. Ainda assim, muitas empresas ainda têm dificuldade de tomar decisões quanto ao uso de influenciadores em suas estratégias de negócios, como destaca Felipe Oliva, fundador da Squid.

“Existe uma série de complexidades em relação aos criadores de conteúdo, que fazem desse nicho uma das grandes dores dos CMOs atualmente. O investimento no setor só cresce, mas muitos executivos ainda não entendem quais são os resultados concretos desse investimento. Com isso, decisões sobre o uso e a integração de influenciadores ao ecossistema da empresa nem sempre são fáceis”, analisa o executivo.

A empresa entende que, para mudar esse cenário, é preciso escalar o marketing de influência de forma a solucionar os questionamentos das lideranças. E, para isso, usar tecnologia é indispensável.

"O Squid OS consegue usar o marketing de influência para destravar bilhões em vendas e em oportunidades para os clientes”, afirma Eduardo Alvarenga, CEO da Squid. Segundo o executivo, a tecnologia permite à empresa “gerenciar entre 70 mil e 100 mil influenciadores simultaneamente. Isso representa um nível de complexidade operacional sem precedentes”.

Uma das pioneiras do mercado nacional de influência digital, a Squid foi adquirida pela gestora UNLK no fim de 2025. A empresa, que então operava com o nome Wake Creators, voltou a adotar a marca original e passou por uma reorganização de sua estrutura executiva. O comando agora é de Alvarenga, que também é sócio da UNLK. Além dele, a Squid conta com Thiago Lima (ex-Meta e Pinterest) como CRO, Mario Eduardo como CTO, Luciana Alencar na posição de CSO e Pedro Pizzolato, CFO e sócio da gestora.

Criadores, marcas e serviços

O Squid OS opera como um arco de serviços modulares, integrando dados, tecnologia e curadoria humana. O destaque da plataforma é a capacidade de processamento de dados: segundo a empresa, a ferramenta analisa entre 44 e 50 milhões de posts por dia. Essa análise é responsável por gerar o "match ideal" entre marcas e criadores de conteúdo.

Em entrevista à EXAME, os executivos explicam que o funcionamento da ferramenta é baseado em quatro pilares principais:

  • Base de dados primários: diferente de soluções que usam apenas dados públicos, a Squid possui 400 mil influenciadores cadastrados que vincularam suas contas de redes sociais, permitindo o acesso a métricas proprietárias.
  • Escala via automação: o sistema gerencia desde o disparo de briefings automatizados até o compliance e pagamento dos criadores.
  • Inteligência artificial: a IA do Squid OS não apenas filtra perfis, mas já entrega a decisão de estratégia midiática pronta para os clientes.
  • Customização: a plataforma permite que a marca utilize apenas os módulos necessários, seja para busca de criadores, gestão de campanhas ou gamificação da comunidade.

"Apesar de parecer simples, esse match entre criadores e marcas depende de muitos fatores, especialmente porque, entre um e outro, existe um arco de serviços. Por isso, além de indicar o influenciador ideal, o Squid OS consegue também endereçar o serviço mais indicado para atingir os resultados desejados por cada cliente", explica Alvarenga.

Com o  movimento, a Squid segue um modelo semelhante ao que marcou a transformação da publicidade digital nas últimas décadas. Assim como ocorreu com as plataformas de mídia programática e com as ferramentas de analytics, empresas especializadas em creator economy agora disputam espaço não apenas como intermediadoras entre marcas e influenciadores, mas como provedoras de tecnologia e inteligência de negócios.

"No nosso time, temos uma combinação de diferentes perfis de profissionais que vieram de big techs. Isso mostra o nosso alinhamento para que a tecnologia vire unm negócio de ipacto real para o cliente. Mas também não abrimos mão da experiência do setor de marketing de influência, que é um mercado altamente especializado", destaca o CEO.

Novos parceiros de negócios

Os executivos são categóricos em frisar que o grande diferencial do Squid OS é a união entre infraestrutura tecnológica massiva e a relação próxima com a comunidade de criadores de conteúdo. Para além de permitir que os clientes extraiam mais valor de suas campanhas, a plataforma também foi desenhada para que os influenciadores aprendam a ser mais efetivos como geradores de negócios para as marcas.

“Esse novo conjunto de soluções permite trabalhar o marketing de influência de maneira mais madura. Isso evidentemente é bom para os clientes, mas também beneficia muito nossos parceiros. Tudo foi pensado para garantir que o influenciador se sinta profissionalizado e tenha as oportunidades corretas. Entendemos que a tecnologia serve para proteger e potencializar as conexões humanas", avalia Luciana Alencar, CSO da Squid.

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