(BrandLovers/Divulgação)
Presidente da BrandLovers no Brasil
Publicado em 21 de maio de 2026 às 10h41.
Durante muito tempo, o marketing de influência foi tratado como uma extensão de campanha: um lançamento, uma ação tática, um pico de awareness ou performance. O problema é que creators nunca funcionaram desse jeito.
O valor do canal não está na publicação isolada. Está na repetição, na familiaridade e na construção contínua de confiança. E é justamente aí que grande parte das marcas ainda perde eficiência.
Hoje, já existe consenso sobre a força dos creators. Eles estão entre os formatos mais confiáveis do mundo, segundo a Kantar. No Brasil, dados do IAB mostram que oito em cada dez consumidores já compraram produtos recomendados por creators. Influência deixou de ser tendência há anos. Virou mídia.
Mas existe uma contradição importante: embora o comportamento do consumidor seja contínuo, a forma como as marcas operam o canal continua episódica.
As empresas entram e saem do ar o tempo inteiro. Fazem uma campanha, desaparecem por semanas e depois voltam tentando reconstruir relevância. E toda vez que isso acontece, parte do efeito acumulado se perde.
O mercado de mídia já aprendeu isso em outros canais. Estudos de efetividade mostram há anos que comunicação contínua gera mais resultado do que estratégias interrompidas. O IPA, referência global em efetividade, já demonstrou que campanhas contínuas podem gerar até duas vezes mais impacto no longo prazo.
Com creators, isso tende a ser ainda mais forte porque influência depende de recorrência para gerar credibilidade.
Na prática, quando a marca interrompe completamente sua presença, ela perde contexto, memória e familiaridade dentro da audiência.
Dados internos do Creator Ads mostram que marcas operando em modelo on/off podem registrar queda média de até 35% na eficiência após seis a sete semanas sem atividade. E o mais relevante: quando voltam, não retomam do ponto onde pararam. O sistema leva cerca de três semanas para reconstruir o efeito anterior.
A pergunta, então, não é mais se creators funcionam. É: por que a maior parte das marcas ainda opera influência como campanha?
Parte da resposta é histórica. O marketing de influência nasceu muito mais próximo de PR e ações especiais do que de mídia contínua. As estruturas das empresas e das agências foram montadas para operar projetos pontuais, e não presença recorrente.
Outra parte do problema está na mensuração. Durante anos, creators foram avaliados apenas por métricas imediatas de campanha. Só que boa parte do valor do canal acontece justamente no acúmulo de exposição e confiança ao longo do tempo.
Mas existe um terceiro fator, e talvez o principal, que explica por que tantas marcas ainda não fizeram essa transição: estrutura operacional.
Manter creators ativos continuamente exige coordenação simultânea de dezenas ou centenas de perfis, além de briefing constante, aprovação de conteúdo, pagamentos, brand safety e mensuração integrada.
É por isso que muitas empresas entendem a importância da recorrência, mas não conseguem escalar essa lógica internamente e nem através de modelos tradicionais de agência de influência.
O gargalo deixou de ser estratégico e passou a ser de infraestrutura.
É exatamente nesse ponto que plataformas como o Creator Ads, da BrandLovers, ganham relevância: não apenas facilitando campanhas, mas tornando viável uma operação contínua sem multiplicar custo operacional.
Nossas ferramentas automatizam etapas que historicamente inviabilizavam operações Always On em escala. Por exemplo, uma das IAs do nosso produto revisa 100% dos conteúdos antes da publicação com critérios padronizados de brand safety e histórico auditável de aprovação, o que demoraria dias se feito manualmente em grandes campanhas.
A discussão não é mais se influência funciona. O mercado já passou dessa fase.
A questão agora é quais marcas conseguirão construir capacidade operacional para sustentar presença contínua antes que eficiência deixe de ser diferencial e passe a ser apenas pré-requisito.