H&M é acusada de racismo em foto de menino de moletom

Marca no Reino Unido enfrenta polêmica após moletom com frase sobre macaco

São Paulo – A H&M no Reino Unido começou 2018 com um grande incêndio para apagar.

Após imagens viralizarem no Twitter no domingo (7), a marca enfrentou uma avalanche de críticas e foi acusada de racismo.

A polêmica começou com uma imagem de um moletom, à venda no site da marca.

A roupa diz “Coolest Monkey In the Jungle”: “Macaco mais legal da floresta”. No site, o modelo da roupa é um menino negro.

A marca começou a ser acusada de racismo por consumidores, que compararam a peça com outras roupas da coleção e viram uma questão simbólica alarmante.

Enquanto apenas o menino negro traz a comparação a um macaco, todos os outros modelos são brancos e vestem as outras roupas da coleção.

H&M: acusação de racismo por conta de moletom H&M: acusação de racismo por conta de moletom

H&M: acusação de racismo por conta de moletom (H&M/Divulgação)

Uma das roupas traz a estampa de um tigre, dizendo “Survivor Expert” (“Especialista em Sobrevivência”). Um menino branco serve de modelo.

À CNN, a porta-voz da marca, Anna Eriksson, pediu desculpas caso tivessem ofendido alguém e disse que as imagens tinham sido removidas de todos os canais da marca. Mas a roupa continuou à venda durante a segunda-feira. Hoje (9), a peça não estava mais disponível no link original.

Prejuízos

Apesar do pedido de desculpas, a marca começa a enfrentar os primeiros golpes após a grande falha.

O astro pop Abel Makkonen Tesfaye, o The Weeknd, que já trabalhou com a marca, disse que estava cortando laços com ela. Um duro golpe, já que o cantor é um dos mais populares e rentáveis da atualidade.

“Acordei essa manhã chocado e envergonhado por esse foto. Estou profundamente ofendido e não vou trabalhar mais com a H&M”, ele escreveu no Twitter.

Outra figura de peso que não perdoou a H&M foi o astro do basquete LeBron James, um dos jogadores mais famosos da atualidade.

Ele postou, em seu Instagram, uma montagem onde o menino era um rei.

“Vocês entenderam tudo errado. E nós não vamos engolir isso”, ele escreveu.

“Nós como afro-americanos sempre teremos de quebrar barreiras, provas às pessoas que elas estão erradas e trabalhar sempre mais duro para mostrar que nós pertencemos”, completou.

Desculpas

Após a polêmica, a marca postou um pedido de desculpas em seu Instagram:

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