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Como o BBB 26 transformou nostalgia em estratégia milionária de audiência

Na economia da atenção, ativar memórias virou o verdadeiro diferencial

Grupo de ex-BBBs retorna ao jogo após participações marcantes no reality. (Globo/Manoella Mello/Divulgação)

Grupo de ex-BBBs retorna ao jogo após participações marcantes no reality. (Globo/Manoella Mello/Divulgação)

Publicado em 17 de janeiro de 2026 às 14h48.

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Sai uma edição, entra outra, e o Big Brother Brasil segue entre os assuntos mais comentados do país. A estreia do BBB 26 confirmou essa recorrência. Além das dinâmicas já conhecidas do formato, a edição apostou no retorno de participantes de temporadas marcantes, como Ana Paula Renault (BBB 16), Babu Santana (BBB 20), Sol Vega (BBB 4), Jonas Sulzbach (BBB 12), Sarah Andrade (BBB 21) e Alberto Cowboy (BBB 7).

A presença dos veteranos acionou de imediato a memória afetiva do público. São figuras associadas a momentos que ficaram registrados na história do programa, seja como vilões assumidos, seja como personagens que se tornaram emblemáticos. Um bom exemplo é Ana Paula Renault, que conquistou o público pelo posicionamento firme, movimentou a dinâmica da casa e ainda deixou para o reality um bordão inesquecível: “Olha ela!”.

Rever esses participantes desperta uma sensação imediata de familiaridade, do conforto, do conhecido, da chance de revisitar comportamentos que marcaram o público e, claro, da expectativa dos próximos capítulos que virão.

Isso é o marketing de nostalgia, uma estratégia geracional utilizada pelas marcas para conectar mais o público ao produto/serviço. No mundo acelerado, o cérebro lida mal com excesso de estímulos como feeds infinitos, novos apps, novos formatos, notícias por todos os lados e a nostalgia funciona como um freio, uma pausa.

Marcas puxam referências do passado para criar uma sensação de aconchego no presente, como relançamentos de produtos clássicos, vinhetas antigas que voltam à TV ou playlists com hits dos anos 2000 usadas em campanhas. Esses elementos ativam lembranças e geram conforto, fazendo o público sentir algo que dê estabilidade em meio ao excesso de novidades.

É familiar, mas não repetido; é passado, mas reativado no presente. É exatamente esse mecanismo que faz a nostalgia ser tão forte como estratégia de comportamento e de marketing.

O BBB 26 tem dado uma verdadeira aula sobre como capturar o público em plena economia da atenção. Marcas brigam por espaço enquanto disputam segundos preciosos na tela, mas o reality conseguiu algo raro: fez o público parar. A estratégia foi se afastar do ambiente saturado e apostar no familiar. Claro que o programa traz novidades, como faz a cada ano, mas o diferencial desta edição foi justamente esse atalho estratégico: usar o conhecido como impulso para renovar o interesse do público.

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