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‘Quem apostar contra a Petrobras vai perder dinheiro’, diz presidente da estatal

Magda Chambriard divulga resultado de 2025 com lucro líquido de R$ 110,1 bilhões, alta de 200% em relação a 2024

Magda Chambriard, presidente da Petrobras: “O ano de 2025 foi extraordinário em termos de produção. O aumento do volume de óleo e gás nos permitiu compensar os efeitos da queda do Brent e alcançar resultados financeiros robustos” (Leandro Fonseca/Exame)

Magda Chambriard, presidente da Petrobras: “O ano de 2025 foi extraordinário em termos de produção. O aumento do volume de óleo e gás nos permitiu compensar os efeitos da queda do Brent e alcançar resultados financeiros robustos” (Leandro Fonseca/Exame)

Publicado em 6 de março de 2026 às 14h08.

Última atualização em 13 de agosto de 2026 às 13h45.

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Meses atrás, durante entrevista ao podcast “De Frente com CEO”, da EXAME, a presidente da Petrobras, Magda Chambriard, fez um aviso direto ao mercado. “Quem apostar contra a Petrobras vai perder dinheiro”.

A mesma frase a presidente repetiu ao anunciar os números da estatal que encerrou 2025 com lucro líquido de R$ 110,1 bilhões, um crescimento de 200% em relação a 2024, quando o resultado foi de R$ 36,6 bilhões.

O desempenho veio mesmo em um cenário adverso para o setor, marcado pela queda de 14% no preço do petróleo Brent ao longo do ano.

Produção maior impulsionou os resultados

O principal motor do resultado foi a expansão da produção, segundo informações da empresa em nota. A Petrobras registrou aumento de 11% na produção total de petróleo e gás, alcançando cerca de 3 milhões de barris de óleo equivalente por dia (boed).

Esse crescimento ajudou a compensar a queda dos preços internacionais do petróleo e reforçou o caixa da companhia.

“O ano de 2025 foi extraordinário em termos de produção. O aumento do volume de óleo e gás nos permitiu compensar os efeitos da queda do Brent e alcançar resultados financeiros robustos”, afirma Chambriard em nota.

O fluxo de caixa operacional, indicador que mede a geração de caixa das operações, chegou a R$ 200 bilhões no ano.

Campos do pré-sal puxaram crescimento

O aumento da produção foi impulsionado principalmente por novos sistemas de produção e pela expansão de campos do pré-sal.

Entre os destaques estão a entrada em operação ou expansão de plataformas como:

  • FPSO Almirante Tamandaré, no campo de Búzios
  • P-78, também em Búzios
  • FPSO Alexandre de Gusmão, no campo de Mero

Juntas, essas unidades adicionaram 585 mil barris por dia de capacidade de produção.

A companhia também registrou recorde de exportações de petróleo, com média de 765 mil barris por dia ao longo do ano.

Investimentos e geração de caixa

A Petrobras investiu R$ 112,9 bilhões em 2025, com cerca de 84% do total direcionado ao segmento de exploração e produção, responsável pela expansão da produção.

Segundo Fernando Melgarejo, diretor financeiro e de relacionamento com investidores da Petrobras, a estratégia da companhia segue baseada em três pilares:

  • disciplina de capital
  • aumento de produção
  • eficiência operacional

“Mesmo em um cenário de forte queda do Brent, geramos R$ 200 bilhões de caixa operacional no ano”, afirma o executivo.

Dividendos e impacto na economia

Além do lucro bilionário, a companhia também teve forte impacto nas contas públicas.

Em 2025, a Petrobras:

  • pagou R$ 227,6 bilhões em tributos à União, estados e municípios
  • distribuiu R$ 45,2 bilhões em dividendos aos acionistas
  • destinou cerca de R$ 2 bilhões a projetos socioambientais e patrocínios

Para o quarto trimestre de 2025, o conselho de administração aprovou ainda uma proposta de R$ 8,1 bilhões adicionais em remuneração aos acionistas, que será votada em assembleia e paga ao longo de 2026.

Reservas e sustentabilidade do portfólio

Outro indicador importante divulgado pela empresa foi a reposição de reservas.

A Petrobras incorporou 1,7 bilhão de barris de óleo equivalente em reservas em 2025, alcançando um índice de reposição de 175%, mesmo com produção recorde.

O indicador que mede quanto tempo as reservas atuais podem sustentar a produção chegou a 12,5 anos, sinalizando continuidade operacional relevante no longo prazo.

Veja a entrevista completa de Magda Chambriard, presidente da Petrobras, ao podcast "De frente com CEO", meses atrás:

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